Cadastro Positivo promove expansão do crédito para micro e pequenos empresários

cadastro-positivoUm dos principais obstáculos ao avanço do crédito é justamente a falta de informações confiáveis sobre as atividades financeiras do micro e pequeno empreendedor, aliada aos baixos valores financiados e ao elevado custo operacional dos credores. A implantação do crédito em escala mais ampla e a juros mais baixos, destinado às MPEs – que representam mais de 98% dos estabelecimentos formais do país e precisam dos recursos para desenvolver seus negócios –, requer uma compreensão abrangente, por parte de quem financia. E este conhecimento passa, invariavelmente, pelo Cadastro Positivo.

Em vigor desde o início de 2013 no Brasil, o cadastro positivo é regido pela lei 12.414, de 9 de junho de 2011. Trata-se de um banco de dados com o histórico de crédito de pessoas físicas e jurídicas. As informações permitem o aprimoramento das ferramentas utilizadas na concessão e gerenciamento do crédito. “O hábito do cumprimento de obrigações em dia pesa positivamente na decisão de crédito, ao contrário do sistema anterior, quando apenas os registros negativos eram considerados”, diz o diretor de Cadastro Positivo da Serasa Experian, Laércio de Oliveira Pinto.

O cadastro positivo valoriza e motiva a boa reputação no crédito, tirando o foco da generalização das perdas. O compartilhamento das informações nesse novo cenário é determinante para um eficiente dimensionamento do risco. A metodologia anterior, baseada apenas nas informações negativas, é insuficiente, ultrapassada e não está em consonância com a sofisticação financeira do mercado brasileiro.

Na verdade, o sistema até agora em vigor no país cria uma seleção adversa: empresas com baixa probabilidade de inadimplência não tomam crédito porque não aceitam pagar taxas de juros incompatíveis com o seu risco. Ao mesmo tempo, não há mecanismos para quantificar o nível de comprometimento das empresas com financiamentos em todo o mercado, uma brecha permanente que leva ao superendividamento. Sem lastro para saldar empréstimos concedidos inadvertidamente, muitos micro e pequenos empreendimentos se afundam em dívidas e fecham as portas.

Já para as concedentes, a falta de informações precisas exige precauções: quanto menos se conhece a reputação de crédito da MPE, maior o risco e, consequentemente, maior a taxa, calculada sobre a média das perdas.

“O cadastro positivo contribui para reduzir a assimetria de informações e estimular um sistema de precificação mais justo, em que a taxa de juros leva em conta o perfil de risco de cada tomador”, explica Laércio. Isso faz com que o mercado de crédito seja ampliado com novos entrantes menos arriscados, motivados por condições mais atrativas voltadas aos bons pagadores, minimizando os efeitos da seleção adversa.

Tendo em vista que o risco é um dos principais componentes na precificação dos produtos dos credores, os bons pagadores tendem a ter melhores condições ao realizar negócios: mais crédito e melhores prazos de pagamento e taxas. Isso porque a identificação de compromissos, histórico e hábitos de pagamento aumenta a precisão na avaliação do risco, permitindo que a operação de crédito desejada seja avaliada de forma muito mais assertiva. Os dados positivos, quando não compartilhados, desqualificam uma boa avaliação e deixam as MPEs sem o aval de sua própria reputação, o que as impede de obter recursos mais baratos. É uma espécie de limitador à sua existência e crescimento.

O novo sistema permite que o empreendedor, por sua vez, gerencie os efeitos colaterais de seu endividamento – elevação do spread, dos juros e a restrição do crédito – trabalhando para não cair nessas armadilhas. A principal vantagem é poder pleitear condições comerciais mais adequadas ao perfil de cada MPE. Dessa forma, os tomadores que oferecem menor risco contarão com taxas de juros mais baixas e os de alto risco estarão ajustados ao sistema, assumindo encargos proporcionais. Assim o volume de empréstimos cresce a um custo médio bem menor.

“O Cadastro Positivo promove a expansão do crédito para os consumidores e micro e pequenas empresas de forma sustentável, com significativos ganhos em termos de custos e agilidade, para as concedentes e tomadores de crédito”, diz o diretor de Cadastro Positivo da Serasa Experian.

Para aproveitar as vantagens do cadastro positivo, a empresa deve, primeiramente, autorizar sua abertura, de acordo com a lei. Assim, o micro e pequeno empreendedor pode abrir seu Cadastro Positivo nas unidades da Serasa, pelo site www.cadastropositivoempresas.com.br e nas agências bancárias.

Se for por meio do site, autorização do deve ser feita com o uso do Certificado Digital. Caso o empresário opte por fazer a adesão ao Cadastro Positivo, em uma agência da Serasa Experian, ele deverá apresentar documentos comprobatórios da empresa e dele como seu representante legal. A lista completa de documentos exigidos está presente no site do Cadastro Positivo da Serasa Experian.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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