Para presidente da CNI, planejamento de longo prazo aumenta competitividade da indústria brasileira

Robson Andrade, presidente da CNI.
Robson Andrade, presidente da CNI.

“O Brasil não é um país simples. E as dificuldades não devem ser atribuídas exclusivamente ao poder público. A mudança desta realidade depende muito de nós, do trabalho que fizermos para transformar esta situação.” Este foi o parecer do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, sobre o estágio de competitividade da indústria brasileira. O presidente veio a Curitiba para conversar com lideranças empresariais do Paraná e para lançar a pedra fundamental do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, no Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Andrade comentou sobre o mapa estratégico da indústria elaborado pela Confederação, que propõe ações interligadas, capazes de tornar o Brasil um país de economia mais competitiva, com crescimento sustentável e geração de empregos. Sobre os diversos entraves que prejudicam o crescimento das indústrias brasileiras, ele citou como exemplo a lei dos portos, aprovada no ano passado. Segundo o presidente, houve um longo trabalho realizado pela CNI, de apoio à nova legislação. “Quando conseguimos a adesão do governo, o Tribunal de Contas da União decidiu barrar os primeiros editais para arrendamento de terminais em portos públicos. Este é apenas um exemplo de uma série de situações que travam o desenvolvimento da indústria no Brasil”, ponderou.

Sobre os apagões registrados em todo o país na terça-feira (04), ele destacou as dificuldades do governo em ampliar o fornecimento de energia elétrica. “Construir uma hidrelétrica no Brasil é cinco vezes mais complexo que na China. Além de todo o processo de liberação de construção, temos a resistência de alguns grupos, como o movimento dos atingidos por barragens. É preciso levar tudo isso em conta para pensar em desenvolvimento para o Brasil.” Ele contou que a CNI pretende apresentar o mapa estratégico da indústria para os candidatos à presidência da república. O documento elenca os 10 principais entraves da competitividade da indústria nacional. “Quando preparamos este mapa, pensamos em apontar detalhes que muitas vezes são deixados de lado e que podem atrasar o bom andamento de um projeto”, explicou.

Para o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, é fundamental a coesão entre as Federações das Indústrias do país, para que a proposta tenha força e seja implementada. “Tudo que foi delineado pela CNI está em consonância com a Fiep. Queremos melhorias na infraestrutura e carga tributária – entre tantas outras áreas – para aumentarmos nossa competitividade. Precisamos nos posicionar, como temos feito no Paraná”, disse.

Resultado dos debates e das contribuições de 520 pessoas, entre empresários, executivos, acadêmicos e presidentes de associações nacionais setoriais e federações de indústrias, o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022 identifica os dez fatores chave para a competitividade brasileira, que podem ser classificados em quatro grupos – educação, ambiente de atuação da indústria, custos de produção e de investimentos, inovação e produtividade.

O documento aponta o caminho que a indústria e o Brasil devem percorrer na próxima década para aumentar os níveis de produtividade e de competitividade, respeitando os critérios de sustentabilidade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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