Construções baseadas em contêineres ganham mercado e viram tendência mundial
Em 1937 quando criou o contêiner e revolucionou o transporte de grandes cargas em navios e trens, o norte-americano Malcom McLean não poderia imaginar que algumas décadas mais tarde seu produto serviria também como opção de moradia e de lojas em todo o mundo.
Elaborados em aço, os contêineres retangulares são aposentadas após dez anos de uso. Ao notarem a enorme quantidade de contêineres abandonados em bom estado nos depósitos, os japoneses, ingleses e holandeses decidiram reaproveitá-los de outra maneira. E ao empilharem algumas unidades, montaram os primeiros hotéis e vilas estudantis há cerca de uma década. Logo, percebeu-se que os contêineres poderiam compor casas confortáveis e estabelecimentos comerciais. E o conceito que ajuda a poupar recursos naturais e financeiros se espalhou por vários países. No Brasil, a primeira residência foi construída em 2011, em São Paulo. Em Curitiba, o uso de contêineres para moradia, comércio e escritórios vem crescendo cada vez mais. Há um ano foi inaugurada no Bairro Orleans uma residência de 240 metros quadrados que utilizou seis contêineres de 40 pés na sua construção. Também encontramos na capital, várias lojas, escritórios e no mês que vem será inaugurada no Alto da XV, uma hamburgueria que está sendo moldada em cima de quatro contêineres.
Além do custo que chega a ser entre 30% e 50% menor do que uma construção normal, os contêineres oferecem rapidez na produção, geram poucos resíduos e promovem sustentabilidade. Apesar da aparente fragilidade, os contêineres são bastante resistentes e duram muitas décadas. Só por curiosidade, contêineres usados podem ser adquiridos a partir de R$ 4 mil.








