Se a sucessão de uma empresa familiar for mal conduzida, dificilmente o negócio sobreviverá
No Brasil, nada menos do que 90% das empresas são familiares. No mundo, os porcentuais variam entre 70% e 85%. E engana-se quem pensa que as empresas familiares são em sua maioria de pequeno porte. Só para se ter uma ideia, dos 300 maiores grupos empresariais privados do Brasil, 265 são de origem familiar.
Esse tipo de empresa vive grandes problemas com a sucessão familiar. Segundo o professor universitário e administrador de empresas, Jerônimo Mendes, quando a sucessão é conduzida de maneira equivocada, pode representar fracasso absoluto para o fundador, dificultando ainda mais o processo de transição.
Para as empresas familiares que estão em vias de passar por um processo sucessório, Jerônimo Mendes ensina alguns passos. Em primeiro lugar, a nova geração deve ser estimulada a empreender, ao invés de ser empurrada para dentro da empresa da família.
Outro item fundamental é ter bem definida as regras de participação da família na empresa, bem como a elaboração de um plano de desenvolvimento profissional para os familiares. Filhos e netos devem ser estimulados a estudar, cursar MBA no exterior e serem capacitados para assumir cargos e funções estratégicas na empresa.
Já os sócios de uma empresa familiar devem fortalecer o Planejamento Estratégico e nunca se descuidarem do crescimento sustentado, da visão e da missão familiar .
Outro ponto importante é estabelecer um Plano de Aposentadoria. O chefe do negócio familiar deve buscar um novo desafio e uma nova missão de vida. Ele deve ter em mente que a sucessão é apenas um passo para uma nova etapa da vida, comum a todas as empresas e empresários.
Por último, é fundamental a criação de um Conselho de Administração ativo que inclua membros do Conselho de Família e assessores experientes e de confiança.








