Somente a amizade entre os sócios não é suficiente para que um negócio dê certo
Montar uma empresa em sociedade com amigos é o sonho de muitos jovens universitários. Mas daí vem à dúvida: será que somente a amizade é suficiente para que planos de negócios saiam do papel e se transformem em grandes empreendimentos?
Na avaliação do administrador de empresas, André Ricardo Braga, ao montar uma sociedade deve-se dar importância para outros fatores que não sejam a amizade. Como por exemplo: os interesses, os ideais, as visões e o profissionalismo, que devem estar muito bem alinhados. Caso contrário, os conflitos vão aparecer. Nesta hora, se não existir profissionalismo e maturidade, o foco deixa de ser a solução dos problemas da empresa para se tornar uma disputa de ego e de interesses pessoais.
Grandes amigos não significam grandes sócios, mesmo que tenham a mesma formação. Os interesses profissionais somados à visão do negócio é o que realmente importa. Portanto, segundo André Braga, quem pretende montar uma empresa com o melhor amigo, deve se certificar que a visão de ambos esteja alinhada ao tipo de negócio e conscientes das dificuldades iniciais, que certamente irão enfrentar. Outros fatores importantes apontados pelo administrador são os hábitos, cultura e educação de cada um dos sócios. A falta de papeis bem definidos dentro da organização pode fazer com que esses fatores criem muitos conflitos.
Neste sentido, é fundamental que as diferenças entre os sócios apareçam antes de comprometer o capital e o tempo, que são preciosos. O lamentável é que uma sociedade mal pensada pode estragar rapidamente uma amizade construída ao longo de quatro a cinco anos de faculdade.








