País sobe duas posições na produção de celulose
Com projeção de 12,85 milhões de toneladas, o Brasil conquistará em 2008 o quarto lugar no ranking dos produtores mundiais de celulose. Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o País deverá superar a Finlá¢ndia (12,5 milhões de toneladas) e a Suécia (12,4 milhões de toneladas), que, respectivamente, ocuparão a quinta e a sexta posições. Enquanto o País subirá da sexta para a quarta colocação, os outros dois produtores perderão uma colocação em relação aos resultados do ano passado.
O crescimento projetado da produção nacional é da ordem de 7,1% em relação a 2007, quando as empresas do setor totalizaram 12 milhões de toneladas de celulose. Para a presidente executiva da Bracelpa, Elizabeth de Carvalhaes, essa é uma importante conquista, principalmente nesse momento em que analisamos os efeitos da crise financeira internacional e seus reflexos no setor. Segundo ela, a meta é manter esse posto no ano que vem. No entanto, as expectativas do setor para 2009 serão anunciadas somente no final do primeiro trimestre, quando será possível avaliar com mais profundidade os reflexos da crise financeira internacional no mercado, uma vez que o setor é altamente exportador.
Dois fatores são importantes diferenciais do setor em relação á concorrência. Primeiro, as empresas de celulose e papel instaladas no Brasil são referência mundial em manejo florestal e sustentabilidade, com destaque para o fato de que 100% da produção de celulose e papel no Brasil vem de florestas plantadas, que são recursos renováveis. Além disso, o setor investiu muito em pesquisa e, hoje, as florestas plantadas alcançaram a maior produtividade do mundo – em média, 41 m3/ha/ano para o eucalipto e 35 m3/ha/ano para o pínus.
በimportante ressaltar, ainda, que os principais concorrentes do setor, na Europa e América do Norte têm maior custo de produção em relação á madeira e á energia, o que levará ao fechamento de algumas fábricas. Outras, por sua vez, estão se tornando obsoletas. Além disso, esses mercados também sofrem os reflexos da crise internacional.








