Startup curitibana facilita e simplifica venda de smartphones usados

Os brasileiros trocam de smartphone a cada 16 meses, de acordo com pesquisa da Motorola Mobility. A maior parte desses equipamentos seminovos tem pelo menos mais um ano de uso, conforme estudo recente realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que estimou uma vida-útil de cerca de três anos para os aparelhos. De olho no potencial desse mercado, surgiu a Ziggo, startup idealizada por dois empreendedores curitibanos e uma sueca, que desenvolveram uma plataforma específica para a aquisição de smartphones e tablets usados, visando sua recolocação no mercado
smartphone
A Ziggo é pioneira no Brasil por adquirir as principais marcas, como Apple, Samsung, LG, Nokia, Sony, Blackberry e Motorola. Outro de seus diferenciais está no fato de aceitar dispositivos operando ou danificados – especialmente telas avariadas ou trincadas, um dos danos mais comuns em smartphones atualmente.

O funcionamento da Ziggo é simples: por meio do portal da empresa, o consumidor informa o modelo e as condições, recebendo uma oferta imediata pelo aparelho. “As pessoas estão atualizando os dispositivos com frequência maior, visando modelos mais modernos. Mas, ao mesmo tempo, encontram dificuldades para repassar o smartphone antigo”, explica Guilherme Marcondes Macedo, sócio-fundador da Ziggo. Na plataforma online, o consumidor encontra preços competitivos, facilidade, agilidade na avaliação, pagamento em até 24 horas, frete grátis e a segurança de tratar com uma empresa especializada.

“Percebemos a oportunidade ao repararmos o receio de muitas pessoas em negociarem seus smartphones nos sites de venda já existentes”, esclarece Felippe Gubert Duarte, diretor-operacional da Startup. Com a plataforma, a Ziggo está inserindo no País o conceito do recomércio ou comércio reverso, algo ainda pouco discutido no Brasil, mas que encontra destaque na Europa e Estados Unidos. “O recomércio promove a recuperação e o reuso de produtos. É também extensão do e-commerce, no qual o cliente é o vendedor e recebe para comercializar seus produtos”, diz Hermine Tham, sócia-fundadora da companhia.

O potencial do negócio é enorme. Pesquisas produzidas no Reino Unido mostram que 50% dos smartphones são reaproveitados por meio do recomércio. Ou seja, os clientes aproveitam seus dispositivos antigos para financiar a aquisição de novos aparelhos. “Tendo em vista essa lógica, entendemos que o mercado brasileiro facilmente movimentará 300 mil unidades por mês por meio de plataformas como a Ziggo”, analisa Macedo.

Essa perspectiva se apoia na venda dos smartphones no País – números que crescem a cada ano. Dados do Instituto IDC, especializado em avaliações sobre o setor de tecnologia, mostram que mais da metade das vendas de celulares foram de smartphones. Os aparelhos multifuncionais bateram recorde em 2013, com 35,6 milhões de equipamentos vendidos, crescimento de 123% frente a 2012. As projeções da startup para 2014 são de movimentar 600 dispositivos por mês e atingir 7,5 mil equipamentos em 2015.

A Ziggo desenvolveu um braço sustentável, chamado Reciclecel, focado na reciclagem de aparelhos celulares no fim de sua vida útil. Por meio de campanhas, como a www.doeseucelular.com.br, a startup recolhe celulares antigos, organiza a triagem e o processamento dos aparelhos e encaminha o material para a destinação adequada através de parcerias com recicladores. “Algumas partes dos celulares têm papel vital, pois podem ser usados de forma eficiente, infinita e correta, transformando-se em base importante para novos produtos e serviços”, explica Duarte. Todos os lotes reciclados recebem um certificado de destruição, atestando o fim correto aos resíduos.

Idealizadas em 2012, as startups foram lançadas no início deste ano e finaciam suas operações 100% com capital próprio. “Até o momento, contamos apenas com recursos próprios. Acreditamos que potenciais parcerias serão fundamentais para o crescimento do negócio”, avalia Macedo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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