Em novo leilão, Justiça mantém preço inicial da Indústria Melyane

Depois da primeira sessão do Leilão Judicial, no último dia 26 de setembro, quando a Indústria Química Melyane não foi arrematada pelo lance mínimo inicial na venda Globalizada de R$ 52.249.300,00 à vista ou 20% no ato e saldo em até 36 parcelas corrigidas pelo INPC, a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Região Metropolitana de Curitiba promove um novo leilão, no dia 7 de outubro, às 14 horas, no Hotel Radisson, em Curitiba – PR, com as mesmas condições.

“Diferentemente dos leilões oriundos de ações judiciais de execução fiscal e de alienação fiduciária, em que ocorre uma série composta de dias hastas públicas, sendo os bens ofertados pelo preço da avaliação na primeira, e por preço inferior na segunda, o mesmo não acontece nos leilões de massas falidas, que é único, e a partir da avaliação”, destaca o leiloeiro, Jorge Nogari.

Por questões de celeridade e economia processual, pode ser previsto em edital, uma segunda data para a realização de novo leilão, caso não sejam os bens vendidos integral ou parcialmente no primeiro intento. Segundo o chefe de Secretaria da 1º Vara de Falências, Klaus Metzler de Carvalho, não existe hipótese, prevista em lei, de venda direta ou negociação de propostas, na justiça. “Hoje não existe mais previsão legal de que haja redução de valor em uma segunda sessão ou apresentação de proposta direta à Justiça. Inclusive há recomendação do CNJ – Conselho Nacional de Justiça para que isso não seja admitido em juízo”, explica.

Klaus também destaca algumas vantagens de aquisição por meio de leilão de massa falida. “Uma das principais vantagens é que o comprador terá a propriedade originária, ou seja, será como se tivesse aberto a indústria naquele momento, sem dívidas, nem trabalhista, nem impostos e nem credores. Todo o passado da indústria em leilão será resolvido na Vara, deixando que o comprador comece suas atividades sem qualquer ônus, pois o bem leiloado estará livre e desembaraçado”, comenta.

Esse é o caso da Indústria Química Melyane. O leilão é o resultado do intenso trabalho das varas de falência e recuperação judiciais de Curitiba, dando prosseguimento aos leilões falimentares. Diferentemente de outras empresas falidas há bastante tempo, a fábrica encontra-se em pleno funcionamento, produzindo, pelo menos, 15 produtos de limpeza que ocupam uma fatia expressiva do mercado nacional, tendo como carro chefe as antigas e famosas ceras canário, com um resultado acumulado de vendas nos últimos 5 meses de 2013 em torno de R$ 7 milhões.

A manutenção das atividades garante a vivacidade das marcas e dos produtos, mantendo-se a fidelidade do consumidor e o posicionamento no mercado. Atualmente, a área total construída é de 6.528,50m², distribuídas em: administrativo e fábrica de sabão, refeitório e depósito, mecânica e caldeira, expedição e produção. Entre móveis e equipamentos, estão 40 itens de informática, 30 equipamentos, 134 móveis e utensílios.

A Melyane é uma das últimas empresas 100% paranaense, localizado no tradicional bairro Rebouças, em Curitiba. Contempla uma área total de 16.012,80m² em região central, na Rua Engenheiro Rebouças, nº1.255, em frente à Sanepar.  Além da fábrica, fundada em 1940, ainda em funcionamento, produzindo ceras, sabões, amaciantes, detergentes, lava roupas, esponjas e lã de aço, aguarrás, querosene e removedor, o leilão é de grande atrativo para o setor imobiliário, pois o terreno da empresa é um dos últimos grandes espaços centrais da capital paranaense, em área de zoneamento ZR4, com usos permitidos/permissíveis para habitação coletiva, habitação transitória 1, tolerado habitação unifamiliar, posto de abastecimento e serviços, estacionamento comercial, coeficiente de aproveitamento 2,0, taxa de ocupação de 50%, número máximo de pavimentos: 06 residencial e 02, comercial.

Contemplam o leilão, além de toda a planta industrial, composta pelo imóvel, maquinário, móveis, as marcas Canário, Guaíra, Caiçara e Delicatesse, um terreno no litoral paranaense, localizado na cidade de Matinhos. Não havendo interessados pela compra global, será possibilitada a venda individualizadas, das marcas e negócio, das linhas de produção, do mobiliário, veículos e do terreno do litoral, em parcelas corrigidas pelo INPC.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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