Baixo crescimento da economia não desestimula negócios de fusões e aquisições de empresas
Apesar do baixo crescimento econômico deste ano, os negócios envolvendo fusões e aquisições de empresas brasileiras devem encerrar o ano com crescimento de 5%. Somente no mês passado, foram anunciadas 76 operações de Fusões e Aquisições, envolvendo direta ou indiretamente empresas brasileiras de 29 setores – com aumento de quase 12%, em relação a agosto.
Eu conversei com o sócio da PwC, Fábio Nicheri, e ele me explicou que os investidores, principalmente os estrangeiros continuam interessados nas empresas brasileiras, pois veem no nosso mercado uma massa de consumo relevante e localização estratégica. Além do que, pela nossa própria cultura, no caso dos europeus, eles preferem fazer mais negócios com o Brasil do que com a Ásia, por exemplo.
O setor de Tecnologia da Informação lidera as transações de fusões e aquisições de empresas este ano. Já o setor de alimentos vem sendo pressionado a optar por fusões ou aquisições devido à dificuldade que as empresas estão enfrentando para ampliar suas margens de lucro.
O diretor da PwC Brasil e especialista em Finanças Corporativas, Alexandre Borborema, me disse que, com o amadurecimento do nosso mercado, surgiram novos tipos de investidores, com destaque para aos fundos de Private Equity, que estão investindo já há algum tempo no Brasil. No ano passado, por exemplo, 46% dos negócios envolvendo a compra de empresas tiveram participação destes fundos. Este ano, esta participação caiu para 38%.








