Com exportações retraídas, preço do frango deve cair no mercado interno

A queda nas exportações brasileiras de frangos está preocupando o setor produtivo, que já prevê uma redução das atividades para o primeiro semestre de 2009. Os preços do frango também devem cair. Se esta queda é boa para o consumidor, para o produtor ela se apresenta como uma alternativa para estimular as vendas.

Desde novembro, o setor de frangos começou a desacelerar e, já neste fim de ano, o ritmo da produção deve cair 20%, com objetivo de adequar a oferta á  demanda. A principal justificativa para o desaquecimento é a crise financeira mundial, que afetou os embarques brasileiros para os mercados europeu, sul-americano e russo. Só para se ter uma idéia, nos três últimos meses do ano, a média exportada de 350 mil toneladas mensais caiu 15%.

No primeiro trimestre de 2009, as exportações de frango não devem passar de 100 mil toneladas mensais, o que vai provocar uma super-oferta do produto no mercado interno e a conseqá¼ente derrubada de preços.

As duas maiores empresas exportadoras de frangos e carnes processadas do Brasil, que são a Sadia e a Perdigão, estão em férias coletivas e já dão uma mostra dos possíveis efeitos da tormenta mundial sobre a desaceleração no consumo. Neste fim de ano, a Sadia incluiu em sua programação, paradas técnicas em algumas linhas de abate de aves para ajustar o estoque á  sazonalidade do negócio. A Perdigão anunciou que irá reduzir em 20% sua produção não só de frangos, mas também de suínos e perus no primeiro trimestre de 2009.

O cenário de desaceleração está caindo como um balde de água fria sobre o setor de frangos, que vinha crescendo há vários anos consecutivos. Em 2007, o crescimento foi de 12% e este ano deve fechar com incremento positivo de 10%.  Vamos torcer agora para que os reflexos da crise global não sejam tão drásticos sobre a avicultura do Paraná, que lidera a produção nacional com uma fatia de 25% do mercado.

Soma

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