Para as empresas endividadas, nem tudo está perdido
O ano está quase terminando. Para muitas empresas, 2014 ficou muito abaixo das expectativas. Algumas, inclusive, estão passando por sérias dificuldades financeiras. Mas nem tudo está perdido. A primeira coisa a ser feita é analisar com calma a situação, pois decisões impensadas podem levar a situações ainda piores.
Para as empresas que estão devendo, nada de usar o dinheiro dos outros. Pegar um empréstimo para pagar outro é o mesmo que trocar de dívida, o que normalmente tende a significar taxas maiores, prazos mais apertados e, novamente, mais corda para se enforcar, aumentando o risco da famosa inadimplência. E o risco de inadimplência significará no futuro maiores restrições em bancos. Para empréstimos, por exemplo, a tendência é que os juros aumentem, e no longo prazo a situação tende a se agravar ainda mais.
Por isso, antes de fazer um novo empréstimo, o empresário deve elaborar um plano de pagamento das dívidas. Esse planejamento fará toda a diferença, pois, dessa forma se terá uma perspectiva de quanto o dinheiro irá render até que a conta esteja quitada, o que acaba ajudando a administrar melhor o dinheiro.
Outro ponto importante é o empresário não ficar se apegando ao seu estilo de vida. Os bens excedentes, aquilo que é supérfluo e as contas que não são prioridade devem ser totalmente eliminadas.
E jamais deve-se fugir dos credores. Na maioria das vezes, as instituições estão mais interessadas em oferecer soluções do que cobrar resoluções. Por incrível que pareça, o credor é um ser humano e, para ele, é melhor, por exemplo, receber menos em mais tempo do que não receber nada ou perder um cliente. Mas o empresário não deve esperar milagres e uma atitude totalmente receptiva dos credores. Eles têm interesse em ajudar, mas, se for enganado, a probabilidade de dificultar as coisas é bem grande.


