O que muda com a entrada de investidores externos nas empresas familiares

investimento externoRecentemente, uma pesquisa da KPMG International,  empresa que é  líder mundial na prestação de serviços profissionais, apontou que 58% das empresas familiares buscam – ou estão buscando –  algum tipo de recurso fora da sua empresa familiar para financiar seus planos de investimento. Será que as empresas nacionais estão preparadas para esta modalidade? Afinal de contas, é um movimento que meche com toda a estrutura já criada.

Eduardo Valério, diretor-presidente da JValério, associada à Fundação Dom Cabral,  explica que as empresas brasileiras buscam cada vez mais as boas práticas de governança corporativa para implementar o seu planejamento estratégico. “Neste processo, as empresas tornam-se atrativas , tanto sob o ponto de vista de retornos, da  lucratividade e  quanto nos aspectos de conformidades com as normas, leis, transparência e prestação de contas. Por isso, muitas habilitam-se cada vez mais para acesso a capital de menor custo e, em vários casos, para uma processo de ingresso de novos sócios através de capital internacional”, esclarece Eduardo.

Mas o desafio para estas empresas é como encontrar um parceiro estratégico de maneira correta. Para tanto, Eduardo afirma que  através do seu planejamento estratégico uma organização define vários objetivos para viabilizar o seu crescimento com sustentabilidade.  “Dentre esses objetivos é muito comum o ingresso de parceiros estratégicos em vários setores, como tecnológico, financeiro e fornecedor”.

É preciso ficar atento com  o que  um fundo investidor está de olho. Mesmo que seja um investidor milionário, o fato é que todo investidor busca retornos, mesmo em empresas familiares. “Uma empresa que é atrativa para os seus proprietários acaba sendo atrativa para receber investidores, seja pela sua participação no mercado onde atua, seja pelos índices de retorno e lucratividade. Ou seja, uma empresa atrativa certamente despertará atenção de qualquer investidor, seja individual ou estruturas como fundos de investimentos” aponta Eduardo Valério.

É preciso alinhar toda uma história ou uma filosofia de vida e de trabalho com os interesses de um investidor externo, o que para Eduardo Valério é uma tarefa bastante difícil. “Quando uma empresa familiar recebe um novo sócio, a primeira questão que os antigos proprietários precisam entender é que aquela empresa por eles controlada e fundada deixará de existir. As motivações mudarão de prioridade e surgirá uma nova empresa, com uma nova cultura e características semelhantes à empresa original”, destaca Valério.

O especialista afirma que este alinhamento envolvendo diferentes culturas se dá apenas com o tempo e com ajustes dos novos papéis e responsabilidades envolvendo antigos e novos integrantes da gestão.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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