Empresários precisam conhecer melhor a nova classe média brasileira
O maior desafio dos executivos focados em ganho de mercado é entender o universo cultural e as aspirações da nova classe média. Esse foi o recado deixado pelo presidente do instituto Data Popular, Renato Meirelles, ao encerrar o 18º ciclo de palestras do World Trade Center Business Club de Curitiba (WTC), nesta terça-feira (9), na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento foi coordenado pelo gerente regional da entidade, Diego Pettinazzi.
O motivo do interesse no segmento, explicou, é o fato de ele abranger 56% da população brasileira – gente com renda per capita entre R$ 338,00 e R$ 1.184,00 e que movimenta R$ 1,21 trilhão por ano. “Se vocês querem vender para esse público e abrir um mundo novo de oportunidades de negócios, têm de falar a língua dele”, completou.
Para dar uma ideia do tamanho de uma parte significativa desse grupo, Meirelles citou o caso da população residente nas chamadas favelas. No Brasil, essas áreas são habitadas por aproximadamente 12 milhões de pessoas – contingente populacional que, se formasse um estado, seria a quinta unidade mais populosa da federação. “Juntas essas pessoas movimentam R$ 64,5 bilhões por ano, equivalente aos mercados da Bolívia e do Paraguai juntos”, frisou.
Para o sócio da empresa de auditoria da Ernst Young e membro do WTC, Marcos Turbay, a palestra de Meirelles foi mais que oportuna. “Foi uma das melhores coisas mais instigantes que ouvi nos últimos tempos”, comentou o executivo. Turbay foi um dos cerca de 40 empresários que lotaram o salão reservado para o evento que encerrou a programação do WTC em 2014 e trouxe a Curitiba também o fotógrafo, publicitário e sócio do Grupo Fasano (gastronomia e hospitalidade), Fabrizio Fasano Júnior.


