Instabilidade na economia gera onda de leilões judiciais

Com o recente anúncio de alta nos impostos pelas três esferas do governo, a tendência para 2015 é segurar os gastos. A prática vale para empresas e famílias, que já começam a sentir os efeitos da austeridade. Diante deste cenário econômico instável, o número de pedidos de falência, recuperação judicial e, consequentemente, o de leilões tende a aumentar.

Para o leiloeiro público oficial Helcio Kronberg, economista e mestre em Administração, a perspectiva econômica para o ano não é muito otimista. “Vivemos um cenário de arrocho e, quando as contas apertam, as pessoas sentem maior dificuldade em quitar financiamentos e outros dividendos. As empresas começam a enfrentar dificuldades e deixam de pagar fornecedores e, até mesmo, seus colaboradores em virtude da redução dos lucros”, diz. O efeito, portanto, é de que haja aumento no número de leilões judiciais. “É claro que esse resultado não é imediato, mas como não há previsão de melhora do cenário a tendência é que, ao longo do tempo, haja uma onda de leilões decorrentes dessas quebras pessoais e empresariais”, afirma.

Os ministros Nelson Barbosa e Joaquim Levy – Planejamento e Fazenda -, apresentaram, há poucas semanas, as medidas adotadas pelas novas equipes para os próximos anos. Segundo os dirigentes, estão previstas elevações da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e revisão das condições de financiamento da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Serão recompostas ainda as tributações sobre bebidas e automóveis. Ajustes em programas sociais, aumento nos combustíveis e na taxação sobre importação e crédito também estão previstos.

No Paraná, o tratoraço, como ficou conhecido o pacote de tributações do governo, elevou os tributos de previdenciários e pequenas empresas e, além, do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).  O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e as passagens do transporte público também sofrerão reajuste.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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