Porto de Paranaguá prevê aumento de 6% no embarque de soja em 2015

O Porto de Paranaguá é líder no Brasil na exportação de soja.
O Porto de Paranaguá é líder no Brasil na exportação de soja.

Com o crescimento nas previsões da safra de grãos e a manutenção do câmbio favorável para as exportações, o embarque de soja pelo Porto de Paranaguá deve ser 6% maior em 2015 em relação ao ano passado. Segundo a estimativa, os embarques com o grão podem ultrapassar as 7,9 milhões de toneladas ao longo de todo o ano. O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, afirma que o aumento da eficiência no Porto foi um dos compromissos assumidos pelo Governo do Estado. “Os bons resultados serão percebidos pela indústria, pelo agronegócio e pelo comércio como um todo”, enfatizou Richa Filho.

Na última sexta-feira (23), o primeiro navio de soja foi carregado no porto, dando início à temporada de escoamento do grão, que terá movimento cada vez mais intenso até os meses de março e abril, quando a exportação da safra de soja atinge seu pico, com mais de 1,4 milhões de toneladas em cada um dos meses.

A conjuntura econômica e as condições favoráveis para exportação devem puxar o aumento no embarque da soja. “O crescimento deve ser puxado pelo aumento da produtividade no campo e pela tendência de melhora no preço do produto em função da taxa de câmbio”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

Segundo o prognóstico do Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, a área a ser cultivada na safra 2014/15 em todo o Brasil deverá ser de 31,29 milhões de hectares, número que é 3,7% maior do que a safra anterior, quando foram plantados cerca de 30,17 milhões. Com base nisso e nos ganhos de produtividade por hectare, a estimativa para esta safra é que sejam produzidas cerca de 90,54 milhões de toneladas. Se confirmada, esta quantidade será 5,1% superior às 86,12 milhões de toneladas produzidas na temporada passada.

A desvalorização do real frente ao dólar também foi amigável ao produtor que vai exportar o grão. Nos últimos seis meses, a moeda saltou dos R$ 2,20 para R$ 2,60 – no final das contas, o produtor comprou os insumos com o dólar mais baixo e vai vender o grão com um câmbio mais favorável.

O aumento no escoamento total acompanha a expectativa de crescimento na movimentação de carga dos operadores do porto. Segundo o responsável técnico da Coamo no Porto de Paranaguá, Alexandro Cruzes, o aumento de patamar da safra deve puxar os embarques. “Com este patamar de preço, devemos partir para um crescimento de 5% a 6% na exportação”, completa.

O aumento previsto no escoamento está também diretamente ligado às melhorias logísticas implementadas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). Neste ano, quatro novos shiploaders passarão a carregar os navios que atracam no Corredor de Exportação. Os carregadores permitirão operar com navios de maior porte, reduzindo o tempo de embarque e o custo de transporte.

A capacidade nominal de carregamentos dos novos shiploaders é de duas mil toneladas por hora. “Estes novos shiploaders rendem um carregamento 30% maior que a dos equipamentos substituídos. O porto ganha em produtividade e capacidade de escoamento”, explica Dividino.

Além disso, investimentos recentes tem aumentado gradativamente a eficiência do porto no carregamento dos grãos, como, por exemplo, a readequação do sistema Carga Online – que ordena o recebimento de caminhões e permitiu acabar com as filas no acesso ao Porto. Ao todo, foram cerca de R$ 480 milhões em investimentos entre 2011 e 2014. Parte do chamado ‘complexo-soja’ é complementado pela exportação do farelo da soja. O processamento do grão moído tem maior valor agregado e rende mais ao produtor agrícola. Neste tipo de produto, o Porto de Paranaguá é o líder em exportação no Brasil, com 5,17 milhões de toneladas embarcadas. No total, o porto paranaense foi responsável por 37,7% do total exportado pelo Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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