Indústria de máquinas e equipamentos registra maior crise de sua história

Carlos Pastoriza
Carlos Pastoriza

“A indústria de máquinas e equipamentos fecha 2014 às voltas com a maior crise da sua história”. A declaração de Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) foi feita durante a apresentação do balanço anual da entidade e retrata o desânimo com que o setor visualiza expectativas futuras. No fechamento do ano, foi apontado um faturamento bruto real de R$ 71,19 bilhões, uma queda de 13,7% ante 2013. De acordo com a entidade, essa é a terceira queda consecutiva de faturamento anual no setor. No período de 2012 a 2014, o setor acumulou queda superior a 20%. A previsão da entidade para o fechamento de 2014 apontava quedas em torno de 10% tanto no faturamento quanto no consumo aparente em 2014 ante 2013, em termos nominais.

O consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu R$ 108,2 bilhões em 2014, queda de 15% ante o ano anterior. Para Pastoriza, a solução para sair do ciclo vicioso em que se encontra a indústria de máquinas é necessário um choque de competitividade sistêmica.  “O Governo Federal já lançou seu choque de maldades, agora esperamos com ansiedade um ‘choque de bondades’, não somente para o nosso setor, mas para toda indústria de transformação do país”, alertou.

O presidente da Abimaq afirmou que mantém contato permanente com o Governo Federal e já se reuniu com integrantes da nova equipe econômica a fim de debater ações e projetos que vislumbrem medidas que alavanquem a economia do setor, principalmente, o Modermaq, um programa que incentiva a renovação do parque industrial brasileiro.

Quanto à balança comercial do setor, o ano de 2014 encerrou com um déficit comercial de US$ 15,276 bilhões, uma retração de 24,2% na comparação com 2013. As exportações somaram US$ 13,3 bilhões no acumulado do ano passado, ante igual período de 2013, alta de 7,4%.
Segundo a entidade, caso o real continue em processo de depreciação, a expectativa é que as exportações mantenham-se em expansão. Já as importações totalizaram US$ 28,6 bilhões em 2014, queda de 12,1% ante 2013.

O levantamento mostra, ainda, que o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) do setor em dezembro ficou em 69,3% e é o pior resultado mensal da série apresentada. Em 2014, o setor somou 242.238 empregados, número 3,3% inferior ao auferido em 2013. O quadro de funcionários é o menor desde maio de 2010. Somente em 2014, 13.098 trabalhadores do setor perderam o emprego.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *