Crise econômica não atinge setor farmacêutico, que continua crescendo dois dígitos ao ano

Um setor que não sabe o que é crise há muitos anos é o de farmácias. O segmento farmacêutico vem crescendo entre 10% e 12% ao ano, mesmo com o reajuste dos remédios abaixo da inflação. Atualmente, 54% da população brasileira consomem remédios regularmente, de acordo com um estudo do Datafolha.
Eu conversei com o vice-presidente da rede gaúcha Panvel, Julio Mottin Neto, e ele me explicou que o bom faturamento das farmácias decorre de um conjunto de fatores, principalmente porque os remédios são produtos de primeira necessidade e não dependem de crédito. O envelhecimento da população também vem se acelerando, o que contribui para o aumento no consumo de medicamentos.
Outro ponto interessante citado pelo vice-presidente da Panvel e que tem contribuído para o crescimento, não só financeiro como físico das farmácias, é a venda de produtos de higiene, cosméticos e perfumaria. Aliás, a comercialização desses produtos, que vem aumentando entre 20% e 25% ao ano, fez com que a área física das farmácias brasileiras simplesmente triplicasse nos últimos dez anos.
No caso específico da rede Panvel, que conta com 321 lojas nos três estados do Sul, sendo 29 em Curitiba, 35% do seu faturamento é proveniente da venda de produtos de higiene e cosméticos. Já os medicamentos respondem por 65% das vendas, sendo que 4% vêm da farmácia popular.
E mesmo 2015 se apresentando como um ano de dificuldades financeiras, a Panvel, que faturou no ano passado R$ 2 bilhões, continuará investindo na abertura de novas farmácias, para atingir o crescimento de 15% projetado para este ano. Segundo Julio Mottin Neto, a rede deve abrir de seis a oito lojas em Curitiba, cinco em Londrina e quatro em Maringá. Para 2016, está prevista a entrada em São Paulo.
Só para se ter uma ideia do que representa o setor farmacêutico, a população brasileira hoje, é a sexta do mundo que mais consome remédios. Há dez anos ocupava a décima posição. E é o país com maior número de farmácias por habitante.








