Segurança nos estádios de futebol de Curitiba pode ser irregular

Os clubes de futebol de Curitiba podem estar contratando serviços de segurança privada não regulamentada. O alerta foi dado pelo delegado da Polícia Federal, Jorge Luiz Fayad, responsável pela Delegacia de Segurança Privada, durante reunião entre os representantes dos três clubes de futebol de Curitiba, Polícia Federal, representante do Sindicato de Vigilância de Curitiba e região e a diretoria do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (SINDESP-PR).  “Os clubes têm a maior parcela de responsabilidade pela segurança administrativa e criminal e, por consequência, de uma eventual falta de qualificação dos profissionais”, pontua o delegado da PF, Jorge Luiz Fayad. Desde 2012, a presença de vigilantes com formação específica é obrigatória em grandes eventos. A atividade de vigilância em eventos realizados em estádios, ginásios ou com público superior a três mil pessoas deverão ser prestadas por vigilantes devidamente habilitados, conforme o artigo 19 da portaria nº 3.233, da Polícia Federal.

Na capital paranaense, os clubes Coritiba e Paraná adotam o modelo de contratação de empresas terceirizadas de segurança. Já o Atlético, contrata os profissionais diretamente. O presidente do SINDESP-PR, Jeferson Nazário, afirma que, sempre que houver a contratação do serviço de segurança privada, o clube ou organização, devem fazer algumas exigências para a empresa. “É fundamental que o contratante exija a autorização de funcionamento expedido pela PF. Além disso, é importante ter conhecimento do número de vigilantes que estarão em atividade no evento, quem são estes profissionais e, obviamente, se são qualificados”, explica o presidente.

As fiscalizações para o cumprimento da regulação serão intensificadas a partir de agora, segundo o delegado Fayad. “Contamos com a colaboração dos clubes, assim como das empresas, que devem procurar se ajustar às exigências da portaria”. As empresas interessadas em se adequar podem contar com a consultoria do SINDESP-PR.

A regra pautou a contratação do serviço de segurança privada durante a Copa do Mundo FIFA 2014™. Em Curitiba, por exemplo, cerca de mil vigilantes foram treinados e qualificados para atuar durante o mundial em Curitiba e Porto Alegre. “O evento foi um exemplo de sucesso para mostrar como as boas práticas podem render excelentes resultados”, aponta Nazário.

A diretora do Curso Profissionais de Segurança (CPS), Maria Francisca Romanó, alerta que boa parte desta mão de obra não foi absorvida pelo mercado. O motivo, afirma Francisca, é que há muitas empresas que contratam vigilantes não qualificados. “A contratação de profissionais menos qualificados gera uma desvalorização do setor como um todo”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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