Buscar negócios no exterior pode ser uma boa uma alternativa neste momento de retração no consumo interno
Com o mercado interno retraído e a alta do dólar em relação ao real, buscar negócios no exterior pode ser uma boa alternativa neste momento não só para as grandes empresas, mas também para as companhias de pequeno e médio porte. Mas, o empresário deve estar consciente que se vender para o mercado interno exige atenção e muitos cuidados, comercializar para outros países é um desafio ainda maior.
Para se lançar no mercado externo, o primeiro item a ser observado é diagnosticar que mudanças serão necessárias. É preciso analisar desde a necessidade de aumentar a produção até a capacidade de atendimento e de contratação de profissionais capacitados. Acima de tudo, o empresário deve estar consciente que um começo errado no exterior pode ser fatal e levar à falência do negócio.
O segundo ponto é definir o local para o qual deseja exportar e que principalmente o País seja um consumidor daquilo que a empresa produz. Um começo menos arriscado pode ser apostar em países da América do Sul que, pela proximidade, têm hábitos mais parecidos com os dos brasileiros.
A questão da logística é outro ponto crucial. É preciso decidir se os produtos vão para o exterior de avião, caminhão ou navio e descobrir qual tipo de remessa é mais vantajosa. O ideal é que o futuro exportador tenha a visão do todo, mas ele possa contratar alguém que fique responsável apenas por esta parte.
Por último, é essencial que a empresa, em especial a pequena e média, conte com o apoio de entidades de fomento ao empreendedorismo, de associações de comércio exterior ou de consultorias especializadas. Ou seja, os resultados são muito diferentes para uma empresa que chega sozinha no mercado internacional e outra que vai com o respaldo de um consórcio.








