Empresas investem em treinamentos não convencionais
As empresas estão mudando a forma de treinar seus profissionais. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), a tendência hoje é mesclar programas tradicionais com projetos práticos e criativos de desenvolvimento humano. Apenas 23% das empresas pesquisadas pela associação indicaram o treinamento presencial clássico como único processo utilizado por elas. E a grande maioria está ampliando seus investimentos na área.
O valor anual por pessoa treinada no Brasil cresceu 6% entre 2012 e 2013 e, no último ano, estima-se ter aumentado mais 9%. A relação entre investimento em treinamento e desenvolvimento e folha de pagamento (incluindo encargos sociais), já alcança 3,6%, um índice bastante representativo. “O diferencial de uma empresa está no seu capital humano, esta é a verdadeira tecnologia que move uma organização, por isso a capacitação é vista como estratégica e permanece no orçamento, mesmo em momentos de retração econômica”, analisa o consultor Oscir Zancan, da OZ Consulting, empresa do Paraná especializada em gestão de qualidade e gestão empresarial.
Para atender esse mercado, Zancan trouxe para o Brasil a Forneria de Excelência, uma nova modalidade de treinamento que vem sendo usada com sucesso na Alemanha, Estados Unidos e Japão. Trata-se de uma oficina gastronômica que permite que os profissionais apliquem, na prática, os conceitos de planejamento, organização, mobilização, compreensão de prioridades e complexidades, potencialização do tempo e capacidade de readequar projetos de acordo com o cenário.
Na Forneria de Excelência (www.forneriadeexcelencia.com.br/) , literalmente, as equipes colocam a mão na massa. “Criamos uma dinâmica sob medida para as empresas, que transforma os seus profissionais em chefes de cozinha, com o objetivo de servir uma pizza de qualidade e que atenda todas as solicitações dos seus clientes”, explica.
O consultor da OZ Consulting destaca que o momento de retração econômica não deve inibir os investimentos. Ao contrário. “É justamente quando a produção é reduzida que aumentam as oportunidades e o tempo para desenvolver talentos internos, repensar processos e até mesmo mudar procedimentos”, avalia. “Quem não se preparar agora poderá não estar pronto ou ver sua competitividade reduzida quando houver a retomada do crescimento econômico.”
A Forneria exige exatamente os mesmos requisitos que os profissionais deverão aplicar em seu trabalho: capacidade de criação, planejamento, organização, inovação, de buscar soluções, executar com excelência, reconhecer e aproveitar as capacidades de cada um e celebrar resultados. Além, é claro, de ampliar a comunicação, colaboração, produtividade e a qualidade dos projetos.
A condução é realizada por consultores de negócios e um chef orienta e auxilia as equipes na preparação da massa e nos ingredientes para a montagem da pizza. A definição do cardápio, a distribuição de tarefas, a preparação da pizza e o trabalho de servir fica totalmente sob responsabilidade da equipe. No total, o treinamento dura 4 horas, mas o efeito de motivação e união das equipes é de longa duração.


