Estudar a língua alemã é diferencial para quem busca destaque no mercado

Andreas F. H. Hoffrichter.
Andreas F. H. Hoffrichter.

O alemão desponta como o idioma mais estudado, depois do inglês. Enquanto isso, o português aparece na sétima posição. Este é o resultado da pesquisa sobre os idiomas mais almejados do mundo, divulgado pela Revista Exame no final do ano passado. Segundo o diretor da AHK Paraná e Cônsul Honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas F. H. Hoffrichter, o interesse pela língua alemã se dá devido à estabilidade econômica daquele país. “Muitas empresas brasileiras querem negociar com as organizações alemãs e o fato de ter profissionais fluentes em alemão, facilita o contato, a negociação e a tomada de decisão”, diz Hoffrichter.

A coordenadora de Cursos da escola Goethe-Institut Curitiba, Dorothee Rumker Yazbek, concorda que o crescente interesse dos brasileiros pela língua está relacionado à imagem positiva da Alemanha como uma economia forte e que oferece boas oportunidades para estudos e trabalho.

Na opinião da coordenadora, várias iniciativas facilitam o aprendizado do alemão, uma delas é o Programa Ciências Sem Fronteiras, ofertado pelo Governo Federal para estudantes de graduação e pós-graduação. O programa “Escolas: uma parceria para o futuro” (PASCH), oferecido pelo Governo Alemão, é outra iniciativa que incentiva e fortalece os contatos por meio de uma rede mundial formada por 1500 escolas parceiras, caracterizadas por seu vínculo especial com a Alemanha. “Houve ainda um aumento no número de convênios entre universidades do Brasil e da Alemanha. Alguns cursos, inclusive, oferecem o diploma dos dois países”, acrescenta Dorothee.

Sobre o perfil das pessoas que procuram os cursos, Dorothee afirma: “a maioria dos estudantes do Goethe-Institut são universitários das áreas de Engenharia, Direito, Medicina, Administração, Filosofia, entre outras. Também há jovens do Ensino Médio que focam no intercâmbio na Alemanha ou se preparam para exames específicos. Na verdade, o alemão é visto como um diferencial no futuro dos estudantes que em breve estarão no mercado de trabalho.”

De acordo com Anke Schumacher, diretora da escola GenauDas, de fato o desejo em estudar a língua alemã é visível entre jovens estudantes que buscam uma experiência no exterior. “Todos os alunos que estiveram lá retornaram com impressões positivas do país. Segundo eles, a Alemanha é muito receptiva.”

Anke relata ainda que muitos profissionais que, de alguma forma, estão vinculados a empresas alemãs também querem aprender o idioma. “A maioria tem uma ideia clara do caminho profissional que quer seguir e a possibilidade de conseguir colocação em uma companhia alemã é vista como promissora, uma vez que são consideradas empresas organizadas e confiáveis”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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