Exportações de carne bovina diminuem 15% no primeiro quadrimestre do ano
As exportações de carne bovina brasileira somaram 426 mil toneladas de janeiro a abril, uma queda de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) na segunda-feira (11). O faturamento dessa indústria nos quatro primeiros meses do ano soma US$ 1,8 bilhão, uma queda de 17% ante janeiro a abril de 2014.
Somente em abril, as exportações de carne bovina foram de 107 mil toneladas, com faturamento total de US$ 447 milhões, queda de 7% ante março, em ambos os casos, sendo influenciadas por forte decréscimo nas compras por Hong Kong. O país, principal importador de carne bovina brasileira, reduziu em cerca de 38% as compras em abril ante março, para 21,2 mil toneladas, num faturamento de US$ 79,2 milhões. Já os embarques para Rússia e Venezuela, entre outros países, cresceram. A Rússia, que havia reduzido as importações de carne brasileira desde o ano passado, diante da crise econômica que atinge aquele país, elevou as compras em 23% em abril na comparação com março, a 22 mil toneladas.
Em faturamento, a alta foi de 22%, a US$ 71 milhões. O país ficou em segundo lugar no ranking de maiores importadores de carne bovina do Brasil. As exportações para a Venezuela aumentaram em 71% em faturamento e volume em abril ante março, a US$ 48,5 milhões e 8,6 mil toneladas. Irã e Argélia foram os outros países a registrarem fortes aumentos de compras de carne bovina brasileira na comparação com março, de 24% e 59% em volume, respectivamente. Em faturamento, o Irã aumentou as compras em 26%, a US$ 40 milhões, e a Argélia elevou em 57%, a US$ 13 milhões. Considerando apenas a carne in natura, a categoria de produtos mais exportada, o faturamento com as exportações em abril subiu 2% ante março, para US$ 347 milhões, o que ajuda a manter os preços pressionados no mercado interno. O setor espera que as vendas externas de carne bovina brasileira melhorem a partir do segundo semestre, com expectativa de abertura de mercados como China e Estados Unidos.
Segundo o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, a reabertura de mercados como Arábia Saudita, bem como a volta dos embarques para a África do Sul e Iraque, também devem contribuir para o aumento das exportações no segundo semestre. “No final de maio teremos a visita técnica da Arábia Saudita. Com a reabertura desse mercado, também podemos chegar a outros países como Bahrein, Catar e Kuwait. Esse cenário nos mostra a real possibilidade de recuperar a retração que o setor registrou nesse início de 2015”, disse Camardelli em nota enviada pela Abiec.








