Negócios com condomínios horizontais continuam aquecidos em Curitiba
A redução das linhas de crédito e a alta dos juros não tirou o fôlego do segmento de condomínios residenciais horizontais, que continua aquecido em Curitiba. Nos últimos três anos, a oferta deste tipo de imóvel quadruplicou e os preços, mesmo em tempos de crise, estão sendo reajustados bem acima dos condomínios verticais.
Eu conversei com o diretor comercial e de marketing da Paysage Empreendimentos, Henrique Teixeira Penteado, e ele me explicou que os condomínios horizontais por serem produtos de nicho não ficam suscetíveis à crise. Ou seja, quem investe neste tipo de imóvel é porque não abre mão de morar em uma casa planejada, numa área com infraestrutura completa e que acima de tudo oferece segurança. Outra vantagem citada pelo diretor da Paysage é que como o financiamento é feito diretamente pela incorporadora, facilita a tomada de crédito.
O maior problema enfrentado hoje pelas incorporadoras é a escassez de grandes áreas em Curitiba, que viabilizem os condomínios horizontais. Henrique Penteado me disse que somente as empresas que detêm um banco de terrenos estão podendo oferecer este tipo de empreendimento. A Paysage, por exemplo, que é uma das principais urbanizadoras da Região Sul do Brasil, e a maior de Curitiba em seu segmento, deve lançar, em breve, um arrojado complexo urbanístico no bairro Santa Cândida. A área que abrigará dois condomínios pertence à empresa há mais de oito anos.
Quanto ao preço dos terrenos em condomínios horizontais, a cotação é feita pela localização, girando em torno de R$ 1 mil o metro quadrado, podendo chegar a R$ 1.500 em áreas mais privilegiadas.
Atualmente, os bairros de Curitiba que mais estão crescendo pela oferta de condomínios horizontais são Santa Felicidade e Campo Comprido.








