Despesas com planos de saúde estão pesando cada vez mais no caixa das empresas
Entre os itens que mais pesam nos custos de uma empresa estão os planos de saúde. Atualmente, essa despesa representa entre 15% e 20% do valor da folha de pagamento. Porém, o ideal é que esse percentual gire em torno de 8% a no máximo 12%. Portanto, o grande desafio das empresas é escolher um plano que satisfaça os colaboradores e se encaixe no orçamento.
Além da escolha correta, é preciso também investir em campanhas para incentivar os colaboradores a usarem o plano de saúde de forma consciente. Ou seja, o uso inadequado do benefício eleva a sinistralidade e, consequentemente, o valor da mensalidade. É que muitos trabalhadores não compreendem, ou talvez não se importam, que o plano pertence a uma grande comunidade e que a ação deles prejudica aos colegas de trabalho, a empresa e e a si mesmos.
Eu tive acesso a um estudo conduzido pela AzimuteMed em uma carteira empresarial com 2.350 vidas. Este estudo revela que 13,5% dos trabalhadores usam o plano de saúde de forma abusiva, o que gera um sinistro anual por pessoa no valor de quase R$ 2.700, quando a média do mercado gira em torno de R$ 906,96. Por outro lado, 13% não utilizam o plano, o que indica total ausência de ações de prevenção nesse grupo. A alta sinistralidade também está presente entre os doentes crônicos, portadores de doenças como diabetes e hipertensão, e que representam 14% da população. A média anual de gasto por vida gira em torno de R$ 2.500.
Antes das empresas contratarem um plano de saúde é preciso que analisem o formato de contratação, levando em consideração o impacto de cada modelo. Por exemplo, o plano contributário, que tem desconto parcial do valor na folha de pagamento, pode reduzir o custo à primeira vista, mas implica ao empregador oferecer a continuidade do benefício no caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria. No médio e longo prazos, isso poderá gerar um passivo para a empresa e a necessidade de provisionamento, com impacto direto no caixa.
Outros pontos que não devem ser esquecidos são verificar a reputação do plano na Agência Nacional de Saúde (ANS); a abrangência e qualidade da rede credenciada; o valor do reembolso e as políticas para tratamento de doenças pré-existentes, crônicas e autoimune.








