Como as empresas familiares estão enfrentando a crise
Que o clima de crise está aí, todos estão percebendo de uma forma ou de outra. Não importa de quem seja a culpa, a verdade é que os ares não estão favoráveis para quase ninguém e os fatores podem ser os mais variados – ou uma junção de todos – como: preocupação com o cenário político geral, independente de grupo X ou Y; crise no bloco do Euro com a eterna novela da Grécia que gerou um estado de alerta; a disparada do dólar; a dívida pública brasileira e a retração da indústria chinesa, forte consumidora de uma variedade de insumos. Esses fatores que também afetam as empresas familiares.
Eduardo Valério, diretor-presidente da JValério, empresa associada à Fundação Dom Cabral, entende que as empresas familiares já estão entendo a situação e já estão tomando a dianteira. “Reforçar o caixa, eliminando custos e unidades não produtivas. Este é o momento de revisar desde a estratégia até os movimentos táticos e operacionais”.
Na teoria, as empresas familiares deveriam possuir alguma vantagem por sua origem (familiar) nessa crise. Porém, Valério explica que elas tendem a ser mais ágeis nos processos decisórios – e isso faz toda a diferença quando a economia está fragilizada. “Elas também sabem lidar melhor com altos e baixos dos resultados, o que permite um respiro maior na gestão”.
Para Eduardo Valério, a crise é mais de insegurança do que econômica. “A maioria dos empresários está sem uma expectativa clara do que vai a acontecer. Eles acabam fazendo ajustes e reduzindo gastos. O que realmente está acontecendo é que houve um aumento significativo dos custos e esse aumento não veio na mesma proporção na outra ponta, onde estão as receitas” declarou Eduardo Valério.
E dentro de tudo o que está acontecendo, Valério já detectou quais foram as lições que as empresas familiares aprenderam e estão usando nesses últimos tempos: maior atenção na elaboração do planejamento estratégico e rigor total na aplicação de custos da operação.








