Economista da Cortex Intelligence apresenta perspectivas durante reunião do Conselho do Vestuário e Têxtil da Fiep
Depois de conversar com industriais do segmento de Vestuário e Têxtil em Maringá, Terra Roxa, Apucarana e Francisco Beltrão, o economista Leonardo de Assis Santos, da consultoria Cortex Intelligence, vem a Curitiba nesta sexta-feira (21) para conversar com empresários sobre ações que podem auxiliar o setor neste atual cenário político-econômico.
A palestra integra o Circuito Inteligência Competitiva – Perspectivas Brasil 2015/2016, uma iniciativa do Sebrae/PR levada agora a todos os sindicatos empresariais do setor de Vestuário e Têxtil por meio do Conselho Setorial da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
Leonardo de Assis Santos é gerente de consultoria e customer success da Cortex Intelligence. Professor convidado de Custos Logísticos do IBMEC/RJ e de Inteligência de Mercado aplicada a Compras da Procurement Business Schoool São Paulo. Mestre em Administração de Empresas pela COPPEAD/UFRJ e economista pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Possui formação em Gerenciamento de Projetos pela Dinsmore Associates; e Gestão de Encadeamentos Produtivos Locais, pelo Sebrae Nacional. Trabalhou na Ambev, na área de Inteligência Comercial e na BNDESPAR, no desenvolvimento de análises de viabilidade econômica para investimentos para os setores aeroespacial, eletroeletrônico e ferroviário. Possui mais de oito anos de experiência na área de consultoria onde desenvolveu diversos projetos de Diagnóstico e Estruturação de Áreas de Inteligência – bem como operações continuadas de prestação de serviços – para os segmentos Corporativo, Marketing, Comercial e Suprimentos, em setores como: máquinas e equipamentos, telecomunicações, mineração, mídia, petróleo e gás, operadoras de saúde, agências de fomento, agronegócios, meios de pagamento, dentre outros.
Para a coordenadora do Conselho Setorial da Indústria do Vestuário e Têxtil da Fiep, Luciana Bechara, a apresentação do especialista é uma oportunidade para quem quer se destacar nos próximos anos. “Quem não gostaria de ter uma bola de cristal e saber o que vai ocorrer no futuro para se organizar no presente? Tanto para crescimento como em tempos difíceis, o que mais escuto dos empresários é ‘Se eu soubesse que seria assim, teria feito de outra forma.’ Por este motivo que o Conselho Setorial da Indústria do Vestuário e Têxtil tem procurado trazer o maior número possível de informações, para que assim os sindicatos repassem às indústrias e para que a tomada de decisão seja a mais assertiva possível nestes momentos de incerteza”, contextualizou a empresária. “Em conversa com o Leonardo há uns três meses, ele começou a descrever cenários para o 2º semestre de 2015 que já estão se realizando. É claro que ninguém pode adivinhar o futuro, mas podemos, sim, montar os cenários e então decidir qual o melhor caminho. Em tempos de crise é que nascem as soluções inovadoras e, para isso, a informação é fundamental” avaliou, reforçando o convite a todos os envolvidos nesta cadeia produtiva.
Coordenadora estadual do Vestuário do Sebrae/PR, a consultora Carla Werkhauser destaca a necessidade de melhorias na gestão como uma estratégia para diminuir os efeitos da crise e faz uma analogia com a condução de um avião. “Notamos que os empresários enfrentam um cenário complicado, de instabilidade. Em tempos de turbulência, é preciso ser um bom piloto. É um momento de se aprimorar, buscar informação e arrumar a casa, reduzindo custos, revendo os processos e o modelo de negócio. Não é um momento para desanimar, mas tempo de investir em melhorarias e acreditar que existem oportunidades”, afirma.
O setor do Vestuário e Têxtil é o segundo maior empregador da indústria paranaense. Segundo dados do Departamento Econômico da Fiep, são 6.500 mil indústrias que geram 92 mil postos de trabalho*. Os setores Têxtil e do Vestuário ocupam a 4ª posição em número de estabelecimentos no ranking nacional, com 8,9% de participação do Vestuário e 7,4% do Têxtil. Os dois segmentos também têm a 4ª colocação no número de empregos gerados – 10% Vestuário e 5,5% Têxtil.
Somados, Têxtil e Vestuário estão entre os 5 setores industriais pesquisados pela Fiep que não tiveram queda nas vendas industriais, comparando o primeiro semestre de 2015 com 2014.








