Empresas de transportes de cargas sofrem com a crise e a inadimplência junto a bancos já chega a 15%

As empresas de transporte de cargas rodoviárias estão sofrendo as consequências da crise que atinge o País, pois com a retração da economia, os fretes tiveram queda acentuada. O setor acumula uma dívida de R$ 35 bilhões com o Finame e o índice de inadimplência junto aos bancos já chega a casa dos 15%. No último trimestre, três transportadoras de carga do Paraná fecharam suas portas, e, só este ano, apenas uma financeira tomou 400 caminhões de transportadoras por falta de pagamento. Diante desse quadro, a expectativa é que muitas empresas do setor de transporte de carga devem falir.
Eu conversei com o empresário paranaense, Markenson Marques, que é presidente da Cargolift e diretor da Federação Nacional das Empresas de Transportes de Cargas e também membro da Associação Nacional de Transportes de Cargas, e ele me disse que uma solução é a criação de um marco regulatório com a intenção de organizar o segmento e com isso produzir a sustentabilidade das empresas de transporte rodoviário de cargas.
Aliás, Markenson Marques esteve na semana passada em Brasília junto com um grupo de empresários, onde foi recebido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Eles foram discutir o atual cenário de crise das transportadoras de cargas. Segundo o empresário paranaense, a situação é muito grave. Endividadas, as empresas não estão comprando caminhões há mais de seis meses. Ele lembra que entre os anos 2000 e 2009 foram vendidos 84 mil caminhões/ano. Já entre 2010 e 2014, a média de caminhões vendidos por ano saltou para 152 mil, ou um aumento de 81%. As carretas também ficaram maiores. Hoje, se transporta mais carga com menos caminhões.

O Brasil conta hoje com 1,080 milhão transportadoras o que representa uma média de menos de 2 caminhões por empresa. Na avaliação do empresário, este cenário tem que mudar, pois para produzir com menor custo e maior produtividade a política nacional deve estimular economia de escala. O que acontece hoje é que há um excesso de caminhões velhos, o que acaba por aumentar os custos.
Markenson Marques critica a falta de regulamentação do setor. E num tom irônico, diz que para abrir uma farmácia é preciso de um farmacêutico, uma construtora precisa de engenheiros, mas para montar uma transportadora basta um analfabeto comprar ou alugar um jacaré ( velho caminhão laranja da Scania) e se jogar no mercado.
Cargolift
Embora o primeiro semestre tenha sido de grandes desafios para o setor de transportes, a crise econômica brasileira não inibiu os objetivos da Cargolift. “A estratégia que utilizamos durante este ano de 2015 é a de manter o foco na gestão de custos e resultados. Também é importante mencionar que investimos bastante em tecnologia. Agora precisamos pressionar o governo para regulamentar melhor nosso setor proporcionando maior produtividade com menor custo aos embarcadores”, explica Markenson Marques.
A receita da Cargolift no 1º. Semestre de 2015 foi apenas 3% menor se comparada com o mesmo período em 2014.
A Cargolift também demonstrou, ao longo do primeiro semestre, por sua postura diante dos contratos assumidos com clientes, que em momentos de economia cambaleante o importante foi produzir bem para gerar o melhor resultado, com o objetivo de manter o caixa forte. “Apesar do setor em que atuamos ter registrado queda em 2015, não deixamos de oferecer um bom serviço. Manter os nossos clientes satisfeitos está sendo fundamental para passarmos bem pelos problemas econômicos vividos no país”, destaca o empresário.
A Cargolift recebeu no dia 13 de agosto último, o Prêmio Top do Transporte 2015, das revistas Logweb e FROTA&Cia . A cerimônia foi realizada no Espaço Armazém, em São Paulo (SP), e apontou 222 empresas de diferentes especialidades do transporte rodoviário de cargas no Brasil.
A premiação refletiu o resultado da Pesquisa de Desempenho dos Fornecedores de Serviços de Transportes, que destaca as melhores empresas eleitas na cadeia produtiva do setor. Para este ano, foram feitas 474 entrevistas com embarcadores de cargas, de 14 diferentes segmentos econômicos, que relacionaram 1.956 transportadoras rodoviárias de cargas com prestação de serviços regulares para a indústria.
Eleita como a 11ª melhor empresa da categoria Indústria Automotiva, a Cargolift concorreu com 170 empresas, que foram indicadas por 52 embarcadores de cargas e avaliadas com base em critérios como marketing, relacionamento comercial e prestação de serviços.
Dos resultados obtidos pela transportadora que está completando 21 anos de atividades, sobressaem-se as boas cotações nos quesitos custo/benefício, nível de serviço e tecnologia da informação – pontos que traduzem a constante preocupação da Cargolift em buscar melhorias e atender a contento as demandas dos embarcadores. A Cargolift segue com seus projetos de crescimento e expansão para outras regiões do Brasil, mesmo diante de um cenário econômico conturbado.








