PPPs e concessões representam a solução mais viável para projetos de infraestrutura

Diante da crise econômica e das dificuldades que as empresas do setor da construção civil vivem hoje, as Parcerias Público-Privadas e concessões públicas representam a alternativa mais viável de investimentos, principalmente para projetos de infraestrutura. Esta é a avaliação do presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, que está em Curitiba participando do primeiro Seminário Regional sobre Concessões e Parcerias, que acontece na sede do Sinduscon/PR, em Curitiba, durante toda esta terça-feira (15).
Eu conversei com o presidente da CBIC, e ele me disse que a Confederação tem apresentado ao governo federal algumas soluções para tentar melhorar o cenário econômico que o Brasil está enfrentando hoje. Ele lembra que o poder público deveria investir algo em torno de 4,5% do PIB em recursos para a área de infraestrutura. Porém, nos últimos anos estes valores não passam de 2%, ou seja, um porcentual insuficiente para atender às demandas da população brasileira.
Eu perguntei ao presidente da CBIC se os escândalos levantados pela Operação Lava Jato podem respingar nas parcerias público privadas, e ele disse que sim, mas no bom sentido, à medida que o modelo atual, com a participação de poucas empresas não se sustenta mais. De acordo com José Carlos Martins, a Operação Lava Jato escancarou o modelo existente, e que é combatido há décadas. Na sua avaliação, a partir de agora, um novo modelo vai surgir e com muito mais transparência. Neste sentido, as empresas, principalmente as de menor porte, precisam ficar atentas a estas oportunidades de negócio. Por isso, o seminário que reúne empresários e autoridades públicas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é estratégico, pois irá sanar as dúvidas referentes a financiamento de longo prazo, garantias, resolução de conflitos e disputa de contratos, bem como vai mostrar casos de sucesso.
Eu pedi ao presidente da CBIC que fizesse uma análise do momento atual da construção civil e ele me disse que um setor que perde 500 mil empregos no período de um ano só pode estar muito mal. As obras que estão terminando não são repostas, as obras existentes do setor público não estão sendo pagas, com os atrasos chegando até seis meses e no mercado imobiliário há uma fuga de recursos da caderneta de poupança para outros investimentos, gerando uma carência de financiamentos. Ou seja, a situação é crítica.








