Vendas de material de construção acumulam queda de 5% na Grande Curitiba
Mesmo com os preços represados ou até mesmo em queda, as vendas de material de construção na Grande Curitiba apresentam retração este ano. Eu conversei agora há pouco com o novo presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção da Grande Curitiba, o empresário Rafael Gipiela, e ele me disse que o setor amarga uma perda de 5% até setembro, mas espera alguma reação até o fim do ano, em função de que neste período, muitas pessoas costumam fazer pequenas reformas ou pintar suas casas ou apartamentos.
Nos últimos 12 meses, os preços médios dos materiais de construção civil aumentaram 3,4% . Este percentual está bem abaixo dos 9,53% da inflação neste mesmo período em todo o país. Agora, segundo me informou o presidente da Acomac, no caso do cimento, os preços recuaram 5% este ano. A justificativa para esta queda é que como as grandes obras diminuíram, sobrou cimento na indústria, que se obrigou a diminuir o preço para continuar vendendo. Segundo Rafael Gipiela, nos últimos dez anos, esta é a segunda vez que os preços do cimento recuam.
Já as tintas, apesar de utilizarem insumos importados na sua composição também estão mantendo seus preços, mesmo com a alta do dólar, que este ano já supera a casa de 50%. De acordo com o presidente da Acomac, as fábricas estão oferecendo prêmios aos clientes e incentivo aos vendedores, com o objetivo de motivar as vendas no varejo.
Outro setor que está segurando os preços é o de telhas e tijolos, mesmo estando sofrendo o impacto dos reajustes da energia elétrica.
Eu perguntei ao presidente da Acomac sobre o aumento da inadimplência nas lojas de materiais de construção civil e ele me disse que o setor só não está sendo afetado porque os estabelecimentos têm financiado suas vendas através de cartões de crédito ou mesmo através de financeiras. Neste caso, a inadimplência fica com as instituições financeiras.








