Setor de massas alimentícias fatura R$ 5 bi em 2008
O setor de massas alimentícias obteve um faturamento de R$ 5 bilhões em 2008 contra ganhos de R$ 4,51 bilhões no ano anterior. Apesar da crise, a produção se manteve estável e não houve queda significativa das vendas. Segundo o diretor-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Claudio Zanão, por suas caracteísticas, este mercado é um dos últimos a serem atingidos em caso de abalos na economia. Ele explica que o resultado positivo se deveu também a uma estratégia comercial da indústria para privilegiar o consumidor. Em 2008 o setor experimentou um aumento de 30% na farinha de trigo, mas, em geral, os derivados tiveram reajuste de apenas 10%.
Alheio ao momento complicado da economia, o objetivo do setor é multiplicar esses resultados nos próximos anos. Temos muito potencial para crescer, pois o brasileiro ainda consome pouca massaâ€, diz Zanão. O consumo per capita é de 6,4 quilos por habitante/por ano, a metade do da Venezuela e bem atrás da Itália, a primeira no ranking, com 28 quilos por habitante.
As massas têm todas as caracteísticas para ser um alimento mais consumido. São baratas, nutritivas, saborosas, práticas, acessíveis em todas as regiões do país e, ao contrário de uma percepção equivocada, não engordamâ€, finaliza o diretor-presidente da Abima.
A Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias representa os fabricantes de massas alimentícias e derivados do trigo no Brasil. Seus associados são responsáveis por 85% do mercado nacional, com uma produção de 1,2Â milhão de toneladas ao ano, faturamento de R$ 5 bilhões e geração de cerca de 25 mil empregos diretos.








