Remédios ficam mais caros
Os consumidores que fazem uso de remédios que se preparem. No final do mês, os preços de 20 mil medicamentos serão reajustados em até 5,9%. O aumento está sendo divulgado no Diário Oficial da União, que circula hoje, mas já há alguns dias, os farmacêuticos e atendentes de farmácias de Curitiba já vêm alertando seus clientes sobre a alta e, inclusive, incentivando a compra antecipada. Apenas os homeopáticos, os fitoterápicos e outros 400 medicamentos com grande concorrência de mercado ficarão liberados dos critérios de reajustes máximos de preços.
O aumento deste ano anunciado pela Cá¢mara de Regulação do Mercado de Medicamentos está bem acima do verificado no ano passado, que foi de 3,18%. O que é lamentável em tempos de crise. A justificativa é que a formação de preços dos medicamentos leva em conta principalmente o ándice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, acumulado nos últimos 12 meses, e calculado pelo IBGE. No cálculo também são analisados os ganhos de produtividade de empresas e o nível de participação de medicamentos genéricos nas vendas de cada segmento.
O reajuste dos medicamentos tem grande impacto no bolso dos brasileiros e vai pesar também na inflação. Só para se ter uma ideia, em 2008, o custo médio das receitas prescritas foi de R$ 130, o que é muito caro para a população.
O consolo, se é que podemos chamar de consolo, é que a nova tabela de reajuste define os preços máximos de referência. Isso significa que o preço de venda ao consumidor, é geralmente negociado entre laboratórios, distribuidores e as farmácias. A forte concorrência do setor também pode deixar os preços dos remédios mais competitivos. Só em Curitiba temos 521 farmácias, das quais, 60 são da marca Nissei.
Â








