Setor têxtil e de confecção deve investir mais em tecnologia
Um tecido que mede temperatura do corpo, uma peça de roupa que alivia as cá¢imbras, ou então, a possibilidade de experimentar uma roupa nova sem sair de casa. Segundo Flávio Silveira Bruno (foto), coordenador do Instituto de Prospecção Tecnológica e Mercadológica do Senai/Cetiqt, do Rio de Janeiro, longe de previsões infundadas, esses produtos e serviços poderão fazer parte do setor têxtil e do vestuário mundial e brasileiro num futuro muito próximo.
Silveira Bruno apresentou um estudo prospectivo do setor do vestuário brasileiro, durante a palestra Rotas Estratégicas para a Cadeia de Valor do Setor Têxtil e de Confecçãoâ€, nesta sexta-feira (13), em Curitiba. O encontro foi promovido pelo Conselho Setorial da Indústria do Vestuário da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
Coordenado pela Aência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o estudo mostra também as perspectivas e tendências de futuro, rotas tecnológicas e planejamento estratégico do setor. O projeto olhou para o setor têxtil e de confecção como uma grande cadeia, até o varejoâ€, afirmou o especialista.
Para construir a visão de futuro, o estudo analisou o posicionamento do Brasil frente ao panorama mundial. Verificamos que o setor têxtil não está acabando em outros países, ele está mudando. Alguns países até enfatizam o têxtil pelas políticas de desenvolvimentoâ€, explicou Silveira Bruno.
No Brasil, segundo ele, o setor passa por um momento de transição e necessita buscar novos modelos para se adequar á economia global. Uma das deficiências é a baixa quantidade de informação para a gestão de tecnologia e o conhecimento é captado de maneira informal. Outra constatação é que o setor têxtil e de confecção brasileiro precisa valorizar a identidade nacional. Na sua opinião, isso se dará através da integração das competências para inovar em todos os elos.
Entre as necessidades levantadas estão a ampliação das ações socioambientais, o aumento das estratégias de competição interna, a integração da área produtiva com a de design, a melhora das rodovias que abrangem as rotas estratégicas e a ampliação da formação de competências.
Com base nesses dados e necessidades foi definida uma visão de futuro da cadeia têxtil e de confecção, com propostas como a utilização ética e sustentável da diversidade de recursos naturais e de competências humanas, valorização da criatividade e da identidade brasileira, e integração das tecnologias da informação para que o consumidor faça parte da rede.
Para o especialista, as novas tecnologias aplicadas tanto nos tecidos, nas fibras e peças, como nos serviços, aumentarão a percepção de valor pelo consumidor. Ele destacou que o mercado para este segmento terá seu futuro puxado pelo consumo e empurrado pela tecnologia. Será uma indústria com novos perfis profissionaisâ€, disse. Essa visão de futuro aponta um setor com grande capacidade inovativa e de desenvolvimento. Com as novas fibras, os novos profissionais e novas estratégias a cadeia, em todos os seus elos, deixará de ser de intensiva mão-de-obra para ser uma indústria têxtil de grande tecnologia de pontaâ€, concluiu.








