Com crise, PMEs buscam nos sistemas financeiros das fintechs opções para fugir dos bancos

Esperar até o crédito entrar na conta, pagar caro pela emissão de boletos e altas taxas para transações via cartão de crédito não é o que empresas e consumidores procuram. Com a economia enfraquecida, os cortes de custos e a busca por soluções mais práticas e rápidas quando o assunto é gestão financeira cresceram. Neste cenário as fintechs, empresas que apostam em inovação e trazem sistemas voltados para a gestão financeira, ganham espaço.

No Brasil, segundo a FintechLab, já são 130 startups do segmento, que apostam na simplicidade e redução de custos para conquistar clientes. O grupo financeiro Goldman Sachs estimou que elas podem tirar dos bancos cerca de US$ 4,7 trilhões em receitas.

Um exemplo desse tipo de negócio é a PagueVeloz, gateway de pagamentos que permite a emissão e gerenciamento de boletos e contas bancárias, parcelamentos via cartão de crédito, controle de saldos e pagamento de contas com o valor recebido em uma única plataforma. O sistema é 100% web e o usuário só paga o que usa. “Temos taxas bem mais baixas que os bancos tradicionais. Isso atrai muitos clientes, que querem facilitar a gestão financeira pessoal ou da empresa. O saldo de uma venda é recebido em até 24 horas e o empresário pode pagar suas contas sem ir ao banco. São alguns cliques para resolver todas as questões”, explica o CEO da startup, José Henrique Kracik da Silva.

Fundada em 2013, a PagueVeloz começou vendendo o sistema para despachantes e autoescolas. Com o solução, estes negócios passaram a oferecer opção de parcelamento de IPVA e outros débitos veiculares e primeira habilitação em 12 vezes via cartão de crédito. “O diferencial atraiu mais clientes para quem usa a solução. Enquanto o consumidor tem mais facilidade para pagar, o empresário recebe o valor todo e tem no sistema tudo registrado, para poder consultar e se programar. O dinheiro entra na conta rápido e ele pode movimentar o saldo conforme a sua necessidade”, diz José Henrique.

Para 2016, a PagueVeloz espera crescer 500%. Com sede em Santa Catarina, acaba de abrir filial em São Paulo e quer expandir a atuação no Sudeste e Norte do país. “Estamos fechando também com oficinas mecânicas, que é outro nicho interessante. Para essas pequenas empresas, controlar os negócios com a nossa solução é uma ótima saída: taxas baixas, acesso rápido e controle efetivo, sem precisar entrar em vários sistemas”, conclui.

Além de acabar com a necessidade de interação física do usuário com a instituição financeira, as fintechs devem mudar a forma como empresas e pessoas lidam com o dinheiro. Para o consumidor, fica mais fácil pagar suas contas de forma online – no caso da PagueVeloz, o usuário tem mais rapidez no momento de comprar algo online ou gerir suas finanças.

Segundo a PwC até 2020, mais de 20% dos negócios de serviços financeiros tradicionais podem estar em risco por causa de fintechs. “Isso significa que estamos vivendo uma transformação: o mobile banking está crescendo e as pessoas estão percebendo que podem ter mais facilidade. Bom para quem opta por oferecer serviços com rapidez e transparência, além de valorizar seu cliente”, opina o CEO da PagueVeloz.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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