Negócio Social ganha força entre os empreendedores

negócios sociaisAté bem pouco tempo atrás, o sonho de um grande número de pessoas era trabalhar em grandes corporações, ostentar crachás de multinacionais e distribuir cartões de visita onde a logomarca representava produtos e serviços que foram pensados para gerar altos ganhos financeiros. Mas isso está ficando para trás. Mesmo num período de dificuldades, como o que estamos atravessando, o que se vê hoje é que o modelo tradicional de negócios que visa apenas o lucro está ultrapassado e já começamos a verificar mudanças tanto dos profissionais quanto das empresas e dos próprios consumidores.

É claro que os profissionais de hoje querem ganhar dinheiro e ter uma carreira promissora, mas muitos se questionam sobre o seu verdadeiro papel na sociedade. Do ponto de vista do consumo, vivemos um momento de transição em que a sociedade exige do mercado uma postura mais comprometida, principalmente com o meio ambiente.

Esses fatores têm estimulado o surgimento de empreendimentos mais responsáveis. São os chamados negócios sociais, que apenas estão começando aqui. De acordo com o especialista em sustentabilidade da Rede de Repensadores, André Palhano, o movimento de negócio social está sendo impulsionado pela atuação de incubadoras especializadas e também pela difícil situação econômica, em que as pessoas acabam buscando empreender na ausência do emprego formal. Ou seja, muitos profissionais que perderam seus empregos estão enxergando o empreendimento social como uma oportunidade de negócio e também de carreira. Eles estão desenvolvendo esse mercado e criando modelos rentáveis e, ao mesmo tempo, satisfazendo suas necessidades de engajamento em causas sociais.

Para ser considerado um negócio social, a principal atividade da empresa deve estar voltada em gerar um impacto positivo. Por exemplo, uma mineradora que possui um programa de investimento educacional voltado para a população da região pode ser vista como uma empresa de responsabilidade social, mas isso não significa que ela seja um negócio social.

Existe também um mito no mercado de que os negócios sociais não podem ter lucro. Mas, pelo contrário, o negócio social deve sim gerar lucro e, inclusive, crescer. É fundamental que a empresa ofereça soluções competitivas, pague suas contas em dia e que sobre dinheiro para reinvestir no negócio. A diferença de uma empresa comum é que o seu compromisso é gerar lucro para aumentar o impacto social e não apenas para distribuir entre os investidores e acionistas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *