Negócio Social ganha força entre os empreendedores
Até bem pouco tempo atrás, o sonho de um grande número de pessoas era trabalhar em grandes corporações, ostentar crachás de multinacionais e distribuir cartões de visita onde a logomarca representava produtos e serviços que foram pensados para gerar altos ganhos financeiros. Mas isso está ficando para trás. Mesmo num período de dificuldades, como o que estamos atravessando, o que se vê hoje é que o modelo tradicional de negócios que visa apenas o lucro está ultrapassado e já começamos a verificar mudanças tanto dos profissionais quanto das empresas e dos próprios consumidores.
É claro que os profissionais de hoje querem ganhar dinheiro e ter uma carreira promissora, mas muitos se questionam sobre o seu verdadeiro papel na sociedade. Do ponto de vista do consumo, vivemos um momento de transição em que a sociedade exige do mercado uma postura mais comprometida, principalmente com o meio ambiente.
Esses fatores têm estimulado o surgimento de empreendimentos mais responsáveis. São os chamados negócios sociais, que apenas estão começando aqui. De acordo com o especialista em sustentabilidade da Rede de Repensadores, André Palhano, o movimento de negócio social está sendo impulsionado pela atuação de incubadoras especializadas e também pela difícil situação econômica, em que as pessoas acabam buscando empreender na ausência do emprego formal. Ou seja, muitos profissionais que perderam seus empregos estão enxergando o empreendimento social como uma oportunidade de negócio e também de carreira. Eles estão desenvolvendo esse mercado e criando modelos rentáveis e, ao mesmo tempo, satisfazendo suas necessidades de engajamento em causas sociais.
Para ser considerado um negócio social, a principal atividade da empresa deve estar voltada em gerar um impacto positivo. Por exemplo, uma mineradora que possui um programa de investimento educacional voltado para a população da região pode ser vista como uma empresa de responsabilidade social, mas isso não significa que ela seja um negócio social.
Existe também um mito no mercado de que os negócios sociais não podem ter lucro. Mas, pelo contrário, o negócio social deve sim gerar lucro e, inclusive, crescer. É fundamental que a empresa ofereça soluções competitivas, pague suas contas em dia e que sobre dinheiro para reinvestir no negócio. A diferença de uma empresa comum é que o seu compromisso é gerar lucro para aumentar o impacto social e não apenas para distribuir entre os investidores e acionistas.








