Emprego no Paraná começa a se desacelerar

O nível de emprego formal no Paraná já começa a apresentar sinais de desaceleração. No primeiro bimestre do ano, embora o emprego com carteira assinada tenha crescido 0,19%, com saldo de 4.086 vagas, este é o pior resultado desde 2000, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).

Em fevereiro observou-se a manutenção da desaceleração que já vem ocorrendo desde outubro de 2008, reflexo da crise financeira mundial. No mês passado foram abertas 2.494 vagas sendo pior saldo para o mês de fevereiro desde 2000. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego e divulgados pelo Dieese, em fevereiro, o nível de emprego formal no Paraná registrou aumento de 0,12%, superior ao desempenho nacional (0,03%), correspondendo a um saldo (admissões menos os desligamentos) de 2.494 empregos. O interior do estado teve variação positiva de 0,19% no nível de emprego. Já a Grande Curitiba não apresentou alteração. Com o resultado de fevereiro, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada no Paraná é de 2,145 milhões.

Nos primeiros dois meses de 2009 os aumentos em termos de vagas geradas ficaram com o setor de serviços com destaque para os subsetores hotéis e restaurantes (2.573 empregos), outros serviços (2.425 empregos), ensino (2.005 empregos) e construção civil com a geração 1.686 empregos.

As maiores quedas foram verificadas na agropecuária com a perda 2.508 empregos. Na indústria de transformação os destaques foram para os subsetores da indústria da madeira e mobiliário (-1.145 empregos), indústria mecá¢nica (-737 empregos), indústria química (-563 empregos) e indústria de papel e papelão (-438 empregos). O comércio varejista  registrou no bimestre a perda de 2.121 empregos.

Dentre os três estados do Sul do país, o estado de Santa Catarina apresentou a maior aumento do nível de emprego no primeiro bimestre do ano com 0,78% de alta. Em seguida aparece o Paraná com variação positiva de 0,19%  e o Rio Grande do Sul registrou elevação de 0,17%.

Soma

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