Maior parte das vendas de uma loja ocorre em função da vitrine, mas é preciso seguir um roteiro na hora de elaborar a identidade visual

Na vitrine é importante harmonizar as cores dos produtos com as do ambiente.
Na vitrine é importante harmonizar as cores dos produtos com as do ambiente.

Antes de entrar ou não numa loja, a maioria dos consumidores leva em conta o primeiro impacto visual que recebe. Nesse sentido, é a vitrine que conta pontos a favor ou contra o estabelecimento. Pesquisas apontam que nada menos do que 70% das vendas de uma loja acontecem em função da vitrine. Portanto, vale a pena o empresário investir na montagem de um bom visual para atrair os clientes.

Independentemente do tamanho da loja, seguir um roteiro na hora de elaborar a identidade visual pode ser útil para padronizar cores, letras e formas de exposição. Existem três tipos de vitrines: a vitrine fechada, aberta no fundo e a vitrine de quina. Mas, antes de tudo, o empresário deve verificar qual o tipo que se ajusta melhor à sua loja e quanto vai gastar.

Um erro bastante comum na hora da montagem da vitrine é expor produtos de todos os setores da loja. Vitrine não é estoque. O ideal é optar apenas pelos produtos de destaque, e não pelo catálogo completo. Isso vai evitar que a vitrine fique poluída e seja mais atraente, despertando a curiosidade do público para entrar na loja.

No caso das cores, elas têm o poder de interferir no humor ou na emoção das pessoas, desanimar ou inspirar uma compra ou ainda ativar um estado emocional. Muitas cores despertam impulsos de compra sem que o cliente sequer se dê conta disso. Entretanto, não existe uma regra ou receita para o uso de cores que não seja o bom senso. Uma boa dica é evitar trabalhar mais de três ou quatro cores diferentes, para não causar poluição visual. Também é importante harmonizar as cores dos produtos com as do ambiente. Recomenda-se evitar muito brilho, pois afinal de contas quem tem que brilhar na vitrine é o produto.

Quanto à troca da vitrine, os especialistas recomendam que não fique mais de 15 a 30 dias sem alteração. Mesmo nesse intervalo, a recomendação é ir trocando produtos.

Por último, muito cuidado com a distribuição das mercadorias. Os produtos mais percebidos pelos consumidores são aqueles colocados a 1 metro e 60 do piso da vitrine. O ideal é deixar os produtos ligeiramente abaixo da linha de visão do consumidor. Produtos no chão tendem a ser desvalorizados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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