Crise não interfere no crescimento do mercado de produtos sem glúten

A crise não tem sido empecilho para que o mercado de produtos sem glúten continue crescendo. No ano passado, por exemplo, enquanto houve uma queda de 4,3% das vendas do varejo alimentar em todo o Brasil, o mercado sem glúten cresceu 40% e as perspectivas são de crescimento contínuo, ou seja, em torno de 30% ao ano.
Eu conversei nesta terça-feira (20) com a diretora de vendas e marketing da Schär no Brasil, a empresária Ticiana Menezes, e ela me contou que para continuar crescendo teve que adotar algumas estratégias como o aumento da distribuição de produtos, investiu em tecnologia de apoio às vendas e vem prestando um serviço de consultoria para lojistas, sem qualquer custo.
O mercado de produtos sem glúten dispõe de um grande número de consumidores. Só para se ter uma ideia, 2% da população brasileira precisam de uma dieta isenta de glúten para garantir seu estado de saúde, além de consumidores que incluíram produtos sem glúten em suas cestas de compras como opção para alimentação mais saudável.
Segundo me explicou a diretora da Schär, além dos grupos dos celíacos e dos sensíveis ao glúten, que atingem 15% das pessoas, estudos comprovaram que pacientes com a Síndrome do Intestino Irritável devem fazer uma dieta restritiva ao glúten, e isso atinge em torno de 15% a 30% da população. Outro dado interessante é em relação ao autismo, onde cerca de 2 milhões de brasileiros têm algum grau de autismo, e está comprovado que uma dieta sem glúten proporciona evolução no tratamento. De acordo com Ticiana Menezes, infelizmente, ainda existem grandes varejistas que relutam em abrir uma gôndola específica para este tipo de produto, se esquecendo que os consumidores de alimentos sem glúten também compram produtos de limpeza, de higiene, e outros tantos mais.
Ticiana e o marido Fernando Menezes começaram o negócio com a Mentor Foods, em Curitiba, no ano de 2012, importando produtos da Schär , que é uma empresa italiana, líder mundial no mercado de produtos sem glúten, e que está presente em 60 países. Em 2014, a Schär adquiriu 80% da importadora e manteve os empresários curitibanos no comando. No momento, a empresa estuda a viabilidade de fabricar os produtos aqui.
Em relação a gastos, pesquisas apontam que hoje, um consumidor que precisa seguir uma dieta sem glúten em razão de saúde, consome mensalmente entre R$ 180 e R$ 400 com esse tipo de produto.








