Confiança do Comércio apresenta desaceleração
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,7 ponto em setembro de 2016, depois de quatro altas consecutivas, ao passar de 82,1 para 80,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice mantém a tendência de alta, ao avançar 2,2 pontos, para 79,1, o maior valor desde fevereiro de 2015 (83,6). A queda do ICOM atingiu 7 dos 13 segmentos pesquisados e ocorreu tanto no Índice da Situação Atual (-3,0 pontos), quanto no Índice de Expectativas (-0,4 pontos).
“A queda pontual da confiança do Comércio em setembro caracteriza-se como um movimento de acomodação após forte alta no mês anterior. Considerando-se o resultado fechado do terceiro trimestre, houve expressiva redução do pessimismo com os meses seguintes e diminuição (mais discreta) da insatisfação com a situação presente, quando comparado ao trimestre anterior. O quadro traçado pelo setor é de atenuação das taxas negativas de crescimento das vendas no trimestre, associado a um cenário de retomada gradual do crescimento ao longo dos próximos três a seis meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.
Com a queda de 3,0 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou a 69,0 pontos, valor ainda extremamente baixo em termos históricos. Entre os dois indicadores que o compõem, a maior contribuição para a baixa no mês veio do quesito que mede o volume da Demanda Atual, que caiu 4,2 pontos em relação ao mês anterior, chegando a 66,0 pontos (nível semelhante ao de janeiro passado).
O Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 0,4 ponto após cinco altas consecutivas, período em que acumulou alta de 19,7 pontos. Apesar da queda, o índice de 92,6 pontos é ainda o mais alto entre os quatro grandes setores pesquisados pela FGV/IBRE. A queda foi totalmente influenciada pela piora do indicador que mede o grau de otimismo com as Vendas nos três meses seguintes, que recuou 1,0 ponto, para 92,1 pontos. A edição de setembro de 2016 coletou informações de 1.203 empresas entre os dias 01 e 27 deste mês.
Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,8 ponto entre agosto e setembro, alcançando 80,6 pontos. Após a sétima alta consecutiva, o índice atinge a maior marca desde fevereiro do ano passado (81,3 pontos).
“O resultado de setembro reproduziu o padrão esboçado nos meses anteriores: uma diminuição contínua e persistente do pessimismo em relação aos meses seguintes, associada à relativa estabilidade das avaliações sobre a situação corrente. Este quadro, que combina expectativas empresariais em ascensão e uma evolução mais gradual da satisfação em relação ao momento presente, aponta para a atenuação das taxas negativas de crescimento, abrindo a possibilidade para uma retomada do crescimento do nível de atividade do setor nos próximos trimestres” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.







