Com os altos juros do cartão de crédito e pouco dinheiro no bolso muitos consumidores voltaram a usar o cheque como meio de pagamento

 

Cheque
Cheque

Com os juros dos cartões de crédito rotativo passando da casa de 12% ao mês, e a escassez de dinheiro ligada à crise econômica, muitos consumidores voltaram a optar pelo uso do cheque como meio de pagamento. Eu recebi um levantamento realizado pela Multipro, que é uma empresa do Grupo MultiCrédito, que traz números interessantes sobre o uso do cheque, principalmente quando ainda vemos em alguns estabelecimentos comerciais a plaquinha alertando que não recebem cheques.

Segundo o levantamento trimestral do Perfil do Consumidor, por conta da facilidade de acesso a essa forma de pagamento, o cheque vem sendo utilizado principalmente por pessoas casadas. Ao todo, 57% dos casais fizeram uso dessa forma de pagamento, no trimestre junho/agosto. O estudo também constatou que os principais usuários de cheque no período analisado têm renda entre 2 e 4 salários mínimos e adquiriram produtos e serviços nos segmentos de Alimentação (19,9%), Materiais de Construção (12,2%) e Farmácias/Drogarias (10,2%).

Quando se trata de renegociação de dívidas, as mulheres são as que mais têm procurado acertar suas contas. Em sua maioria, elas têm entre 31 e 40 anos, são casadas, sem filhos e 49% contam com o segundo grau completo. Como principais motivos para a inadimplência no período, tanto as mulheres quanto os homens, apontaram descontrole financeiro (55,3%), seguido por emprestar o nome (12,7%) e queda na renda (10%).

O uso do cheque traz vantagens, mas também desvantagens tanto para os consumidores quanto para os lojistas. Um exemplo de transação na qual o cheque ainda é amplamente utilizado é na compra e venda de imóveis, pois é necessário que o pagamento conste na escritura. Nesse sentido, o cheque tem uma tradição jurídica como meio de pagamento, uma vez que pode ser escaneado e copiado. Outra vantagem é que por ser controlado pela agência bancária, o correntista receberá uma ligação sempre que houver algum problema.

Por outro lado, há uma série de desvantagens. A maior delas, sem dúvida, é a insegurança, uma vez que é mais fácil fraudar um cheque. Além disso, o comércio pode trocar o cheque pré-datado por dinheiro e, nesse caso, há o risco de ser compensado antes da data prevista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *