Para se tornarem mais competitivas e rentáveis, escolas e faculdades particulares devem melhorar seus indicadores de gestão
Nos últimos anos, o mercado educacional passou por diversas transformações e as instituições de ensino privado estão sendo cada vez mais exigidas a apresentar inovações e diferenciais para conquistar clientes e ficarem à frente da concorrência. Aliás, a concorrência é forte no Paraná. Só para se ter uma ideia, são 2.375 escolas particulares no Estado, considerando educação básica e superior. Em Curitiba, segundo dados que eu obtive no Sinepe, que é o sindicato da categoria, são 499 escolas de ensino básico e 53 de ensino superior.
Diante de números tão expressivos, ser apenas mais uma pode colocar em risco a sobrevivência da instituição de ensino, no médio e longo prazo. Pensando nesse cenário, o vice-presidente da Digisystem, Luiz Claudio Aguiar, apresenta algumas condições que devem ser observadas pelas empresas de educação que pretendem se tornar mais eficazes, produtivas e rentáveis.
A primeira delas é a otimização de processos. Ou seja, todas as escolas e instituições de ensino têm seus processos ligados à área financeira, atendimento, gestão acadêmica, documentação do aluno, entre outros itens. Quanto mais automatizados forem esses processos, maior tende a ser sua otimização, permitindo conciliar a economia de recursos com a melhoria do relacionamento com o cliente, a solução mais rápida de problemas e a redução dos caminhos burocráticos.
A segunda condição, segundo Aguiar, é a permanência dos alunos, pois tão importante quanto buscar novos alunos é conseguir mantê-los na instituição. Para isso, é essencial conhecer o estudante de maneira individualizada, podendo fazer ações proativas que considerem aqueles que estão em risco de abandonar o curso. Se a escola conta com um bom sistema de informação sobre os alunos, ela pode tomar decisões para negociar dívidas ou situações de inadimplência, monitorar aqueles que estão em alguma condição especial ou realizar trabalhos preventivos. O que importa é reduzir a evasão ao máximo e para isso é necessário dar atenção especial a cada aluno.
E, por último, só é possível ter qualidade de atendimento se os indicadores de gestão forem monitorados continuamente. Sem indicadores de negócios não é possível, avaliar o desempenho e tomar decisões assertivas. Agora, é importante ressaltar, que não se pode acompanhar todos os indicadores. A instituição tem que definir os prioritários de acordo com sua estratégia de negócios e com os resultados que pretende atingir, explica o vice-presidente comercial da Digisystem.








