Nova queda na atividade industrial paranaense é resultado de políticas equivocadas da última década, avalia Fiep

A indústria
A indústria do Paraná não apresenta sinais de retomada.

Os três principais itens que compõem os indicadores industriais, divulgados mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) se revelaram negativos de janeiro a setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo avaliação da área econômica da entidade, ainda não há sinais de retomada da indústria do Estado no encerramento do terceiro trimestre de 2016.

“A persistência desses sinais negativos é resultado de políticas equivocadas adotadas ao longo de mais de uma década, que perversamente desorganizaram as atividades industriais”, explica a instituição em relatório divulgado junto aos resultados. O documento cita, como fruto dessa política equivocada o retorno da inflação, redução dos investimentos e da poupança, falta de sincronia entre expansão da demanda e da oferta doméstica — impulsionada por crédito farto, que empurrou a um grau inusitado de endividamento dos indivíduos e das famílias — e o progressivo solapamento dos níveis de produtividade. “Esta conjuntura torna o futuro da indústria ainda mais sombrio”, destaca o material, uma vez que, por revelar maior nível de atividade industrial no terceiro trimestre, é nesse período que as indústrias conseguem gerar caixa para os desembolsos de décimo terceiro e pagamento de férias, explica a análise.

ntre janeiro e setembro, o indicador apresentou queda de 6,91% contra o mesmo período de 2015. No mês a mês, o recuo é de 4,87%. Já na comparação com setembro de 2015, o encolhimento é de 16,30%. A redução foi provocada principalmente pelo desempenho negativo detectado em 13 dos 18 gêneros pesquisados.

O recuo também foi constatado nas compras de insumos industriais; a retração foi de 4,98% entre janeiro a setembro contra o mesmo período de 2015. Na relação com agosto deste ano, a variação negativa é de 2,94%. No acumulado dos nove meses do ano sobre os mesmo intervalo do ano passado, 12 dos 18 gêneros avaliados registraram desempenho negativo.

Nível de emprego

A queda medida no nível de emprego total na indústria do Estado foi de 3,76% na comparação janeiro-agosto contra o mesmo período do ano passado. Entre setembro e agosto, porém, o aumento foi discreto: 0,17%. No intervalo de nove meses deste ano contra o intervalo igual de 2015, a pesquisa identificou retração em 14 dos 18 gêneros pesquisados. A massa salarial líquida, no mês a mês, cresceu 1,37%, e as horas trabalhadas aumentaram 0,33%. Já a utilização da capacidade instalada encolheu três pontos percentuais, ficando em 69% — o nível é quatro pontos percentuais inferior ao registrado em setembro de 2015.

Para a Fiep, a impossibilidade que as empresas terão de estabelecer um ‘colchão financeiro’ neste período, considerado intermediário, deve resultar em dificuldades de fluxo de caixa nos próximos meses.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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