Aumento dos furtos preocupa setor supermercadista do Paraná

A falta de segurança no Estado e o aumento dos furtos são problemas que têm preocupado muito os empresários do setor supermercadista do Paraná. Só para garantir a segurança dos consumidores nas lojas, os supermercados paranaenses investem por ano R$ 290 milhões. Estes recursos se destinam à compra e instalação de alarmes, monitoramento através de câmeras e, transporte de valores. Já as perdas decorrentes por furtos e roubos dentro das lojas têm contribuído para a diminuição do lucro dos supermercados. Estudos recentes mostram que os casos de furtos representam 35% de tudo o que é perdido dentro dos supermercados, ficando atrás apenas das perdas operacionais, ou seja, daquelas ocasionadas por descuido dos funcionários.
Neste sentido, visando discutir a segurança pública e apresentar soluções ao Poder Público, a Associação Paranaense de Supermercados (Apras) está realizando na manhã desta terça-feira (22), no Hotel Mabu da Cidade Industrial de Curitiba, o Fórum Segurança-Direito de Todos, que reúne especialistas da área, autoridades e varejistas.

Eu conversei com o presidente da Apras, o empresário Pedro Joanir Zonta, e ele me disse que os quase R$ 300 milhões que o setor tem investido por ano em segurança privada além de impactar diretamente o bolso dos consumidores, uma vez que esses custos são repassados ao preço final dos produtos, não garantem 100% de segurança, pois apenas uma política pública eficiente é capaz de diminuir os índices de criminalidade. Segundo Zonta, o setor supermercadista do Paraná assiste com frequência casos em que pessoas são pegas furtando, são levadas para delegacias, mas além de não acontecer nada com elas, são liberadas antes mesmo do que as próprias vítimas. E tudo isso, acaba gerando perda de tempo, improdutividade e descrença no sistema.
Eu perguntei ao presidente da Apras sobre quais as mercadorias que mais têm sito furtadas de dentro dos supermercados, este ano, e ele me informou que ao contrário do que muitos pensam não são alimentos, mas sim bebidas, artigos de perfumaria e aparelhos celulares. O que é revoltante, segundo Zonta, é que a maioria dos furtos é praticado por adolescentes, que acabam não respondendo por seus atos e posteriormente vendem os produtos livremente pela internet.
Outra preocupação do presidente da Apras é que diante da falta de segurança, os supermercados do Paraná estão retirando os caixas eletrônicos das lojas, causando um grande desconforto para a população.
As conclusões e soluções apresentadas neste Fórum serão entregues às autoridades pela Associação Paranaense de Supermercados, como uma proposta de toda a sociedade.








