Números da construção civil são negativos em 2016, mas melhoram as perspectivas para o próximo ano

A diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) divulgou nesta terça-feira (6) o balanço do setor relativo ao ano de 2016, tanto ao nível de Brasil quanto de Paraná, e traçou algumas expectativas para 2017. Os números apresentados pelo presidente do Sinduscon/PR, José Eugênio Gizzi, não foram nada positivos, acompanhando os demais indicadores da economia brasileira. O PIB da construção civil deve encerrar o ano com queda de 5%. Este é o terceiro ano consecutivo de queda do setor. Em 2014 o PIB da construção civil havia caído 2,1% e em 2015 a queda foi de 6,5%.
A redução do PIB teve reflexos diretos no número de empregos dos trabalhadores da construção civil. Este ano, a construção civil brasileira perdeu 800 mil postos de trabalho em todo o País, ou 12% a mais do que o verificado em 2015. No Paraná, segundo o Sinduscon, a queda em termos porcentuais foi menor, chegando a 6%. De acordo com Gizzi, a queda menor no Paraná foi por conta do agronegócio. Em Curitiba, nos últimos cinco anos, 19 mil trabalhadores da construção civil perderam seus empregos.
No caso dos financiamentos imobiliários, em valores, houve uma queda de 26%, passando de R$ 130 bilhões em 2015 para R$ 97 bilhões em 2016. Já em unidades, o financiamento imobiliário caiu 15%, totalizando em 2016 cerca de 800 mil unidades em termos de Brasil.
De acordo com o levantamento apresentado pelo Sinduscon/PR, o número de unidades imobiliárias concluídas em Curitiba, em 2016, diminuiu 24% em relação a 2015, somando 13 mil. Por sua vez, a área liberada para construção na Capital registrou queda de 18% se comparado a igual período do ano passado. Ou seja, foram 400 mil metros quadrados a menos em relação a 2015. Segundo Gizzi, como muitas unidades liberadas não terão seu início imediato, está se sinalizando uma redução na oferta de imóveis a partir de 2017.
O número de edifícios lançados em Curitiba apresentou queda de 28%, este ano, quando comparado a 2015. Em 2016, foram lançadas apenas 2.200 unidades verticais em Curitiba, de acordo com levantamento do Sinduscon/PR. Gizzi chama a atenção para o fato de que a lei de zoneamento impacta negativamente o lançamento de novos imóveis. “Vários negócios deixaram de ser viáveis”, ressalta.
Por sua vez, os preços médios dos imóveis residenciais verticais subiram 8%; os residenciais horizontais tiveram alta de 7%, enquanto que os imóveis comerciais apresentaram redução de 2% ao longo deste ano, em Curitiba.
Perspectivas para 2017
A sondagem feita com 300 empresas do setor da construção civil no Paraná aponta um ambiente mais favorável para 2017. Com relação ao número de funcionários, 35% das empresas ouvidas pretendem contratar mais trabalhadores; 50% devem manter o quadro atual de empregados e apenas 15% diminuir.
Quanto ao nível de atividade, 53% das prestadoras de serviços pretendem aumentar em 2017; nas incorporadoras este porcentual fica em 46% e nas empresas de obras públicas em 37%. A diretoria do Sinduscon/PR projeta um crescimento moderado do PIB para 2017, impulsionado pela retomada dos investimentos no setor imobiliário e obras de infraestrutura.








