Uma boa gestão de risco possibilita a prevenção de perdas no mercado varejista

perdasNos últimos anos o mercado varejista passou a dar uma atenção maior à gestão de riscos para prevenção de perdas. E não poderia ser diferente, pois o prejuízo é muito grande. Só para se ter uma ideia, no setor de supermercados as perdas em 2015 totalizaram nada menos do que R$ 10 bilhões, ou 2,26% do total faturado segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados. Em outros setores as perdas em relação ao faturamento também são significativas de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Consumo de Varejo, ficando em 1,19% na construção civil; quase 1% nas perfumarias; 0,86% nas farmácias e drogarias; 1% no comércio de roupas e 0,6% nas livrarias.

Com uma boa gestão de riscos, o varejo consegue conhecer o panorama de perdas em toda a cadeia produtiva e saber a real noção do tamanho do problema. No caso específico dos supermercados pesquisas da Abras apontam que as maiores perdas vêm de furtos externos realizados por pessoas que entram nas lojas se passando por clientes com o objetivo de furtar produtos, sem fazer mal a terceiros; furtos internos feitos por colaboradores que, normalmente, usufruem da confiança e furtam bens, valores e mercadorias da empresa; erros Administrativos causados por digitações erradas de notas fiscais, registros inadequados nos sistemas, mas em geral não são erros intencionais; por quebra operacional relacionada a produtos vencidos ou impróprios para consumo, como latas, frutas e verduras amassadas; por erros de inventário e até por fornecedores.

Mas, o que se vê hoje, mesmo em meio à crise, é que até pequenos e médios varejistas estão buscando alternativas. Uma delas é justamente a contratação de profissionais com experiência em prevenção de perdas como pontapé inicial para implantação de um departamento voltado exclusivamente ao controle das perdas.

Conforme os resultados vão aparecendo, o departamento vai ganhando corpo e se consolidando na organização. Estima-se que num período entre 12 e 18 meses já há ganhos significativos para a empresa que investe em prevenção em termos de resultado. A partir de 24 meses, o nível de maturidade desse departamento já é alto o bastante para ser um ponto de apoio entre o ponto de venda e os demais departamentos da empresa.

E, embora as expectativas para a economia não sejam favoráveis para 2017, as empresas que tiverem e mantiverem em sua estrutura um departamento de prevenção de perdas bem consolidado, certamente estarão um passo à frente as demais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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