MPEs investem em gestão financeira e buscam parcelamento de dívidas

Com o início do ano e o agravamento da crise econômica, muitos empresários precisam repensar a gestão financeira de seus negócios. Reduzir o endividamento e poupar recursos será essencial para permanecer no mercado em 2017. Para auxiliar no planejamento e viabilizar a regularização de débitos, a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) e o Sebrae realizam o Mutirão da Renegociação.

E o primeiro passo para tentar solucionar problemas financeiros é compreender o que causou o endividamento. “É preciso construir um diagnóstico para identificar se os débitos são bancários, tributários, previdenciários ou de outra origem, para somente então buscar soluções”, destaca o presidente da Fenacon, Mario Elmir Berti. Depois disso, no caso das Micro e Pequenas Empresas, o parcelamento tem se mostrado uma boa saída. Com a regulamentação do novo Supersimples, feita em dezembro de 2016, o prazo para pagamento de débitos com o governo dobrou, passando de 60 para 120 meses. Segundo o diretor político-parlamentar da Fenacon, Valdir Pietrobon, com o Mutirão da Renegociação, muitas MPEs estão conseguindo recuperar crédito e evitar a exclusão do Simples Nacional devido à inadimplência.

Os pedidos de parcelamento podem ser feitos até 10 de março pelo site da Receita Federal do Brasil, mas Pietrobon recomenda que a adesão seja efetuada ainda em janeiro. “Regularizando a situação até o dia 31 deste mês, as empresas que eventualmente tenham sido excluídas do Simples conseguem solicitar nova inclusão no regime”, explica. O valor mínimo das parcelas é de R$ 300 e as prestações serão corrigidas pela Selic.

O Mutirão da Renegociação contempla ainda dívidas bancárias e imobiliárias, conforme explica Pietrobon. “Muitos bancos estão dispostos a oferecer melhores condições de pagamento. O mesmo vale para os proprietários de imóveis. Mas, nesses casos, tudo depende de negociação individual e os profissionais contábeis estão à disposição para auxiliar nessa tarefa”.

Antes de iniciar a negociação, no entanto, é preciso levantar qual valor pode ser comprometido mensalmente com os refinanciamentos. “Verificando quanto sobra de capital de giro ao mês, conseguimos direcionar percentuais diferentes para as dívidas bancárias, tributárias e aluguéis imobiliários, e evitar que a saúde financeira da empresa seja prejudicada ainda mais”, destaca Berti. Mais informações sobre o Mutirão podem ser obtidas no site da Fenacon (www.fenacon.org.br).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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