Em momento de crise,  governança corporativa surge como uma boa ferramenta para proteger empresas de conflitos

governançaHá três anos consecutivos os resultados das empresas estão sendo impactados pela crise econômica. Diante de cenários incertos e instáveis o que as empresas podem fazer? Eu fiz essa pergunta a diretora da 3G Consultoria – Governança, Gestão e Gente, Viviane Doelman, e ela me disse que a governança corporativa pode ser uma arma bastante efetiva. Ou seja, as ferramentas de governança, se bem aplicadas, protegem as empresas dos conflitos de acionistas, muito comuns em cenários de stress como estamos vivendo hoje.

A consultora me explicou que acionistas de várias empresas depois de alguns anos de bonança se acostumaram a receber bons dividendos. Já no caso de diretores de empresas muitos ascenderam a cargos de direção em períodos favoráveis. Só que hoje, a pressão dos acionistas em cima da diretoria aumentou e tudo isso tem gerado muitos conflitos. O mesmo ocorre nas empresas familiares. Diante desse quadro, é importante estabelecer limites e utilizar ferramentas de gestão para diminuir ao mínimo os conflitos e preservar os negócios.

Viviane Doelman
Viviane Doelman.

Viviane Doelman aponta alguns recursos de governança corporativa que podem ser de grande valia para as empresas. O primeiro passo é fechar um acordo de acionistas prevendo o endereçamento de situações de potencial conflito, evitando vias judiciais que se arrastam por anos e que desgastam profundamente os relacionamentos.

O segundo passo é implantar um Conselho Consultivo ou de Administração. Como se sabe, os conselhos são fóruns que obrigam o acionista a sair da pauta rotineira e pensar estrategicamente, colocando a empresa em cenários adversos ou de expansão e investimento, traçando os passos para se alcançar a visão e os resultados projetados. Outra medida é trazer conselheiros independentes, o que vai elevar as discussões a um novo patamar.

A consultora explica também que a criação, documentação e comunicação dos princípios éticos e de conduta esperados de todos os colaboradores da empresa (inclusive diretores e acionistas), através do Código de ética e conduta, aumentará o nível de confiança interno e externo das organizações, valorizando dois de seus principais ativos, que são a imagem e a reputação.

Por último, a diretora da 3G Consultoria diz que outra grande ferramenta a ser implantada é a avaliação estruturada da eficácia do conselho, do desempenho dos conselheiros e da diretoria executiva. Isso dará direcionamento para que estas funções sejam melhor utilizadas e agreguem valor à empresa nos desafios enfrentados.

Mas, embora a implantação de uma governança corporativa aumente os custos para a empresa, o que realmente os empresários devem estar focados é nos benefícios que esse processo irá trazer.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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