Empresários e executivos do Paraná se reúnem em Curitiba para discutir o cenário mundial com foco no Governo de Donald Trump

Um mês depois da posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, as incertezas e dúvidas do que vem pela frente em relação a uma política protecionista no comércio internacional continuam preocupando empresários e executivos brasileiros, principalmente aqueles que mantêm negócios com empresas norte-americanas. Para discutir o cenário mundial com foco no Governo de Donald Trump, empresários e executivos de empresas paranaenses estão reunidos na manhã desta quarta-feira (15), na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em Curitiba, com a diretora de comércio internacional da Barral M Jorge Consultores Associados, Renata Vargas Amaral.
Eu conversei com a executiva e ela me adiantou que as relações entre Brasil e Estados Unidos não devem sofrer grandes alterações daqui para frente uma vez que o nosso País não é o foco das políticas agressivas de Donald Trump. Ela explica que o Brasil é o 14º país importador dos Estados Unidos e além do mais existem mais de 30 diálogos bilaterais iniciados, muitos deles com documentos assinados nas mais diversas áreas. Esses diálogos foram reforçados em 2015 e não devem mudar.
Renata Vargas destaca que o foco do Governo Trump é a China e México que têm uma balança comercial superavitária com os Estados Unidos. Segundo a executiva, desde que Trump tomou posse, algumas promessas de campanha foram cumpridas, mas no caso do comércio internacional ele não poderá fazer tudo o que prometeu, pois está amarrado com o Congresso.
Na avaliação de Renata Vargas, os empresários brasileiros e, inclusive, os paranaenses, que mantêm negócios com os Estados Unidos devem ficar atentos, uma vez que o País é o nosso segundo maior parceiro comercial. Ou seja, à medida que os Estados Unidos forem restringindo os negócios com o México e a China, terão que buscar outros mercados. Neste sentido, o Brasil e, em especial o Paraná, que é um estado forte no agronegócio, deve ficar atento a essas necessidades, pois boas oportunidades devem surgir e os empresários devem estar preparados.
Ainda segundo a diretora da Barral Jorge, positivamente para o Brasil, deve-se somar o fato de a pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos ser composta de produtos de alto valor agregado onde há espaço para exportar mais. As empresas brasileiras, principalmente as exportadoras de commodities minerais também poderão ser beneficiadas com os investimentos em infraestrutura prometidos por Trump.
Finalizando, Renata Vargas afirma que por mais que Trump seja inconsequente, ele deverá calibrar o seu discurso daqui para frente.








