A maioria dos microempresários ainda continua misturando as finanças da sua empresa com as pessoais. Essa prática é perigosa e coloca em risco a sobrevivência do negócio
Um dos maiores desafios dos microempreendedores é separar as finanças da sua empresa das pessoais. Todos sabem que esta não é uma tarefa fácil; afinal de contas ter acesso ao caixa quando quiser é uma tentação para fazer retiradas frequentes e atender às suas necessidades bem como de sua família. No entanto, essa prática é perigosa e pode trazer quedas significativas no desempenho financeiro da empresa, colocando em risco sua própria sobrevivência no mercado.
Eu conversei com alguns consultores de empresas e cada um me apontou algumas medidas simples, que se adotadas poderão fazer toda a diferença na hora de administrar os orçamentos da pessoa física e jurídica. O primeiro passo é estabelecer um pró-labore. Ou seja, ao invés de usar o dinheiro que entra no caixa da empresa para pagar as contas de casa, o ideal é fixar para si um salário, assim como se faz com os funcionários. Uma boa dica, por exemplo, é determinar uma retirada fixa e mais um bônus ou uma premiação quando a empresa fatura mais. Com isso, nos períodos de vacas magras o microempresário garante uma renda mínima para suas despesas, e quando os negócios aumentam ele é recompensado de acordo com o que estabeleceu anteriormente.
Outra medida eficaz é usar contas bancárias separadas. Separar cartões de crédito, de débito e extratos é fundamental para controlar as despesas. E quem pensa que os custos vão aumentar, está enganado. Hoje alguns bancos oferecem serviços gratuitos e diferentes pacotes de tarifas. Um deles certamente será viável para o negócio.
Também é importante que o microempresário escolha a melhor ferramenta para fazer os registros. Centralizar todo o controle financeiro no papel, caneta e Excel pode trazer uma grande desvantagem competitiva para as empresas. Existem hoje softwares capazes de facilitar, organizar e proporcionar um controle muito maior de suas finanças. O valor investido certamente terá retorno em pouco tempo.
Por último, uma boa dica é adotar planos corporativos. Utilizando a pessoa jurídica, o empresário pode contratar serviços essenciais para o seu negócio com planos muito mais baratos que os disponíveis para pessoas físicas. Existem hoje planos corporativos para celular, telefone, internet e até mesmo linhas diferenciadas de crédito para pessoa jurídica. Quando a empresa passa por dificuldades financeiras, muitas vezes alguns empresários recorrem a empréstimos pessoais a juros muito mais altos dos que poderiam conseguir se fosse realizado pela pessoa jurídica. Por isso, é importante conhecer bem os serviços oferecidos pelo banco, para aproveitar os melhores benefícios.








