Com a mudança no comportamento de compra dos consumidores, shopping centers precisam passar urgente por reformulações

O papel dos shoppings centers no dia a dia dos consumidores mudou muito nos últimos anos. E isso não acontece apenas aqui. No exterior, inclusive, muitos shoppings e grandes lojas de departamento fecharam suas portas. Quem é lojista, principalmente em shopping, está consciente que há alguns anos o fluxo de clientes nas lojas físicas vem caindo. Em 2016, por exemplo, a queda foi de 3,4% em relação a 2015, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Shopping Centers. E este ano, as quedas continuam. Com isso está cada vez mais difícil encontrar lucratividade nos negócios.
A situação não é apenas desfavorável para os lojistas. Os donos de shoppings embora não trabalhem com a venda de forma direta, têm encontrado problema na relação com os seus locatários. Até alguns anos atrás, os shoppings cobravam o que queriam porque para os varejistas ter lojas nesses empreendimentos era sinônimo de vendas garantidas. Hoje, os shopping centers estão revendo seus modelos de valores para manter algumas marcas e evitar corredores cheios de tapumes.
Também as grandes marcas estão revendo seu papel dentro dos shoppings. Se antes a presença delas era a salvação, atualmente parecem se desinteressar de estar em todos os lugares e estão ajustando seus modelos de expansão para lojas cada vez menores, de menor custo e com maior lucratividade. Outro grande problema é o avanço do comércio eletrônico. Ou seja, muitos consumidores estão divididos. Nem todos gostam ou preferem a compra física. Para muita gente, ir à um shopping, com muitas pessoas ou estacionamentos abarrotados é uma tortura. Comprar online, pelo menos para esses consumidores é mais conveniente e confortável.
Diante de todo esse quadro, o especialista em Varejo, Caio Camargo, afirma que os shoppings já estão de olho no novo cenário de se tornarem cada vez mais um local de convívio, e devem apostar menos em formatos cabíveis na praça de alimentação, e mais em formatos de restaurantes que promovam melhores experiências. Outra opção são outros formatos de negócios, como supermercados em formato de empório, padarias, academias, laboratórios e até mesmo escolas de idiomas, opções que realmente façam sentido no cotidiano das pessoas, e não somente quando estão interessadas em comprar algo. O especialista ainda não sabe quanto tempo levará até que este mercado se transforme, mas na sua opinião é um caminho irreversível.








