Movimento Empresa Júnior atinge 15 mil estudantes no Brasil e pretende gerar mais de 18 milhões em faturamento

Com o objetivo de proporcionar uma educação empreendedora, por meio da vivência empresarial durante a formação acadêmica, para estudantes universitários de todas as regiões do país, o Movimento Empresa Júnior (MEJ) chegou ao Brasil em 1988, na Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo e hoje já está presente em praticamente todo território nacional. Atualmente, o movimento brasileiro é o maior do mundo – com 444 empresas juniores e, aproximadamente, 15 mil empresários juniores, distribuídos em 109 universidades, além de ser o único regulamentado por lei sendo representado pela Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores).
“Acreditamos que o ensino tem algumas falhas em relação a aplicação do que aprendemos na faculdade, queremos e percebemos que precisamos de faculdades mais empreendedoras, além disso, acreditamos que a mão de obra precisa sair mais preparada das universidades”, explica Andrei Golfeto, presidente da gestão de 2017 da Brasil Júnior e ex-membro da FEJESP (Federação Paulista) e Empreender Jr. (Empresa Júnior de agronegócio da UNESP Tupã/SP).
O trabalho desenvolvido pela Brasil Júnior gera uma média de 10 milhões de reais por ano, renda aplicada no desenvolvimento de ações e projetos que beneficiam os estudantes de todo o Brasil como: eventos, feiras, workshops. A Instituição conta com mantenedores empresas como Ambev, Globo, Itaú, Caixa Seguradora, Raízen, Ambev, Votorantin, Yara, entre outros. Para 2017 a expectativa é que sejam desenvolvidos 10 mil projetos e que o valor de faturamento aumente para 18 milhões.
Segundo o presidente da Brasil Júnior, a grande maioria dos empresários juniores saem da Universidade e das empresas juniores que fizeram parte e conseguem entrar no mercado de trabalho com uma maior facilidade. “Ele saem mais preparados e qualificados para exercerem papéis no mercado”, completa. Algumas empresas possuem processo seletivo exclusivo para empresários juniores como é o caso do Itaú.
No Brasil existem cidades que são referências no empreendedorismo como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre, Brasília, Bahia e Recife e, são nelas, os polos mais ativos do Movimento Empresa Júnior, com um maior número de estudantes envolvidos nos projetos.
Como parte do propósito do MEJ, a instituição em 2017 lançou a plataforma Empresa Júnior Consultoria, com soluções acessíveis e de qualidade para os empreendedores do país, que terão acesso a uma consultoria qualificada feita pelos estudantes que fazem parte do movimento. “Queremos demonstrar que as empresas juniores são ótimas opções de solução para os micro e pequenos empreendedores brasileiros”, afirma Golfeto.
Anualmente a Brasil Júnior em parceria com uma das Federações brasileiras realiza o Encontro Nacional das Empresas Juniores (ENEJ) que reúne cerca de 4 mil estudantes de todo o país para discutirem ações e o panorama geral que envolvem temas como educação e empreendedorismo. Este ano vai acontecer em Porto Seguro/Bahia, entre os dias 16 e 19.








